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Rir e Comer Bolachas

Não sei se ria se chore

Eu ando a repetir-me mas tenho que dizer novamente: está todo doido! As pessoas perderam a noção, ou a vergonha, e é um salve-se quem puder.

Há uns mesitos atrás, o pessoa do meu prédio decidiu em reunião de condomínio fazerem a limpeza das escadas entre si, alternando à semana, para reduzir nos custos com a limpeza. Foi feita uma tabela com a divisão das semanas até agosto e assim temos cumprido. Mas claro que há excepções e a chica-espertice está sempre presente naquele prédio.

As limpezas foram sendo feitas e, na tabela, assinava quem limpava, depois de limpar. Tudo correu bem até chegarem as semanas em que a escada não era limpa e o nome ficava em vão. Mas isso era dantes, agora a rotina é:

- uma semana em vão - nem nome, nem limpeza

- alguém limpa e assina na semana que lhe compete

- vem a senhora dona M. E. e assina também, em como limpou

 

Na primeira semana pensei que tinha sido engano. Ah e tal, a senhora já tem uma certa idade, se calhar não percebeu que era para limpar. Hã-hã.

Bambi.

Vizinhos, Take II

Continuam.

Juntinhos de fresco, conversam e riem até tarde e, depois, fazem o amor com todos os gemidos a que têm direito. Se não fosse até às 3h30 da manhã, eu até era capaz de achar graça.

Chamar a GNR é complicado (eu ia escrever inútil mas corrigi, que quero ser uma pessoa com esperança) até porque, ontem por exemplo, o barulho que eu ouvia devia-se muito mais ao facto de as casas serem de qualidade miserável do que falta de civismo. As casas não deviam ser feitas de papel... Eu não devia poder ouvir gemidos, mudanças de posição de interruptores de luz, nem a máquina de café a funcionar, nem os gases dos meus vizinhos. Sim, ouço nitidamente.

Repeti para mim mesma que, se comprar mais algum apartamento, será no último andar.

 

Vizinhos

Não sou uma pessoa muito sociável, admito. Sou simpática depois de conhecer as pessoas mas não faço o mínimo esforço para as conhecer, não é por mal, apenas acho que não tenho tempo para dar a toda a gente e ocupo-me com as pessoas que me são importantes. Como é óbvio, sou educada e digo bom dia e boa tarde, seguro a porta para entrarem e essas coisas, mas dificilmente me verão na conversa com vizinhos. Outra vez, não é por mal. Não tenho interesse em conhecer, aprofundadamente, todas as pessoas que se cruzam comigo, e os meus vizinhos são apenas pessoas que se cruzam comigo mais vezes. Adiante.

Se não tenho muita afinidade com os meus vizinhos, com o do primeiro andar tenho uma antipatia crescente. Mudou-se há pouco tempo. Nas primeiras semanas correu tudo lindamente, tirando um ou outro episódio mais incómodo, depois os incómodos tornaram-se mais vulgares e, agora, resolveu ter companhia... Eu não tenho nada contra o amor, pelo contrário, faz as pessoas mais felizes, mas eu gostava que fizessem o amor a horas mais próprias. Na impossibilidade de organizar melhor horário, façam o amor de forma mais silenciosa, a malta cá de baixo agradece não acordar de madrugada a pensar que alguém está muito aflito!

Ontem à noite, ainda trouxeram mais um casal. Não me interessa nada o que lá fazem, é-me igual, mas dá para fazerem menos barulho? É que às 00h20 entrarem pelo prédio adentro, com botas de motard, a falar como se ainda tivessem os capacetes pelas orelhas abaixo, a rirem muito, e conversarem quase aos berros e ainda meterem um filme no seu home cinema num volume alto o suficiente para se perceberem os sons, não é nada fixe!

A sério, dá cabo dos nervos de qualquer santo estar na cama e não conseguir adormecer. Só conseguimos ouvir aqueles sons, não dá para nos abstraírmos e vemos as horas a passarem e a aproximar-se a hora de sairmos da cama e nada de descansar. Eu calculo que tenham horários diferentes dos meus mas há limites! Há regras para viver em prédios. Há leis que exigem quietude a partir de determinadas horas.

 

Tenho sono, tanto sono que me custa pensar.