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Rir e Comer Bolachas

Vamos lá saber

Numa escala de 1 a 10, quão má mãe é uma mulher que não faz ideia de que prenda oferecer ao filho de (quase) 10 anos? Hmm? Acham que ainda há esperança para o meu caso?

 

Queria dar uma prenda gira, gira, mas que não fosse mais do mesmo, como jogos eletrónicos e afins... No Natal foi fácil, consegui oferecer o que ele queria e não nada disso; livros sei que vai receber porque sabem que ele gosta bastante e é logo do que se lembram (e comprei-lhe um esta semana); a tia/madrinha vai dar uma prenda muito fixe e não vou dar igual, não é? Portantos, não sei...

 

Alguém sabe onde se vende coisas do Jogo Angry Birds? Sweat-shirts, bonecos, qualquer coisa menos o jogo em si?? Ele adora o jogo (a quem sairá a criança?) e isso era uma rica ideia mas pesquisando na net só vejo em sites estrangeiros?

 

A minha lista aumentou em vez de diminuir

Isto é o que ouço enquanto escrevo, para o caso de quererem saber

Durante a hora de almoço falava-se das prendas de Natal, dos custos e pergunta a minha irmã "Mas tens assim tantas prendas para dar?". Inicialmente disse que não comprava prendas para ninguém mas depois de pensar melhor acerca do assunto decidi oferecer os tais presentinhos caseiros; gosto demasiado do Natal para deixar a coisa assim "em branco".

 

Posso dizer que deixou de ser uma obrigação para ser um prazer. Não foi tão fácil quanto seria se tivesse jeitinho e mais imaginação mas acabou por ser engraçado criar qualquer coisa, embelezar, provar, experimentar, imaginar as cores e as formas, por saber quem receberia. Totalmente diferente do entra e sai de loja, fila para embrulhos, cartão multibanco a passar e nós a fazer conta às lembranças. Que serão logo esquecidas.

 

Curiosamente, acabei por acrescentar pessoas à minha lista, daí a pergunta da minha irmã. Porque o custo, embora não tão barato quanto imaginei, é inferior ao prazer de dar, e provavelmente ao de receber. Porque não custa mimar outra pessoa, ou agradecer um gesto que teve connosco, ou simplesmente dizermos que nos lembrámos... É isto o Natal, não é? Sairmos da nossa casca e protecções várias para ir ao encontro de alguém.Não é agora que faz mais falta? As pessoas andam tão tristes, tão sós, tão desanimadas. O que faço não vai mudar isso, eu sei, mas durante uns minutos pensam noutra coisa.

 

Resolvi, então, que pessoas que não recebem habitualmente presentes nossos (porque é um presente familiar) vão receber. Para saberem que nos lembrámos, e para que se lembrem também de nós enquanto os saboreiam.

Presentes caseiros ( ou homemade para soar mais fino)

 

 

 

 

Ora cá estão elas! As minhas prendas caseiras, feitas com muito carinho e espírito natalício, e claro, muito esforço porque não fui brindada à nascença com talento para manualidades. Fiquei só com o tal que me permite imaginar focinhos em cara de certas pessoas. Adiante.

As fotos têm a qualidade que têm, o expert na matéria é o marido e eu não pretendo fazer-lhe concorrência de modo que é isto. O sono também não ajuda, confesso. Por causa das minhas aventuras com a TMN, que ficarão para contar noutro post depois de tomar um xanax, não consigo carregar mais foto nenhuma... Lamento.

Portanto, de cima para baixo:

1- frascos de doce de pêra e massa de pimentão

2- cabaz, versão gourmet, já pronto para entregar (é o único que não é em tecido)

3- cestinhos em tecido, feitos pela M., que vão albergar os presentes (que deixei do lado de fora para verem)

 

Nota de autor: Detesto celofane. Queria muito fazer estas coisas mas pensar que ia enfiar isto tudo dentro de papel celofane estava a dar-me cabo dos nervos! Gostei muito da alternativa que imaginei.