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Rir e Comer Bolachas

Querido Karma

Perdoa-me se às vezes sou impaciente e injusta. Sei que te chamei uns nomes feínhos, e tudo, e tudo, mas era porque tinha deixado de acreditar na tua eficácia. Achava mesmo que não vias o que devias, ou vendo, estavas a borrifar-te para o assunto. Agora isso acabou, vamos encetar aqui uma nova fase. Ainda tenho medo de dizer alto (não vá a má sorte ouvir) mas parece-me que, finalmente, estamos a acertar agulhas.

Que lixem os limões e as lições, venham mojitos e tempos tranquilos, estou a postos!

À espera que o karma faça aquilo que eu não posso fazer (mas divirto-me a imaginar)

Vamos partir do princípio que o culpado é o tempo, ah e tal, está cinzento e o mau humor instala-se. Porque se não for o tempo, ainda sou capaz de dizer que estou a ficar velha e rabugenta, e isso é que não.

 

De maneira que, por causa do tempo, ando atenta à justiça divina, ou o karma, ou o fado, ou o que mais lhe chamarem, e espero, espero mas não vejo grande coisa acontecer aqueles que eu queria que tropeçassem e partissem a cremalheira da frente. Não há mal que lhes chegue. É importante fazer aqui uma ressalva: isto não é desejar mal aos outros, é querer que se faça algum tipo de justiça. Como se se tratasse de um equilíbrio natural. Mas o facto é que nada acontece. E eu gostava. Vou-me convencendo que, apesar de eu não ver, pode dar-se a possibilidade de haver alguma coisa, tipo micoses, ou uma alergia daquelas mesmo chatas, ou uma dor de barriga que obrigue a uma corrida para a casa de banho, ou sentarem-se em cima de um cacto, ou queimarem a língua num café a escaldar, enfim, essas coisinhas. Não se quer nada muito mau, que isto não é para dar cabo de ninguém, é só para moer.