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Rir e Comer Bolachas

Ainda a procissão vai a meio

Há segundas-feiras que mais parecem sextas...

Cheguei cheia de pica (descansei bastante no fim de semana) e comecei pelo mais difícil. Pouco ou nada adiantei, sinto-me esgotada e, se fizesse a vontade à vontade que tenho, nem metia os pézinhos no ginásio. Mas vou. Estou farta de recomeçar, seja no ginásio, ou nas caminhadas, ou na corrida (ahahaha, chamar corrida aquilo que faço é abusar!) e agora, quer apeteça, quer não, vou e pronto. Saio de casa já com saco pronto para não cair em tentação. Não tenho aulas pelas quais morra de amores mas tenho um professor preferido - um miúdo impecável, filho da melhor amiga da minha irmã, que vi crescer. Acho mesmo muito giro ser aluna dele, acho piada a acompanhar o percurso dos jovens adultos. Talvez por ser da idade das minhas sobrinhas... E é isto, ando a pagar para sair de lá feita num oito e ainda gosto. Caramba! Há-de ser só saúde a brotar deste corpo!

 

Da sociabilidade no ginásio

Ontem voltei ao ginásio. Não ia com toda a alegria deste mundo mas levava uma cara mais bem disposta do que quem saiu da aula anterior (pilates), e agora que penso nisso, as caras de quem ia fazer a mesma aula que eu, localizada, era igualmente mal-encarada. Não era suposto o ginásio fazer bem ao corpitxo e à mente? Lembro-me de a minha médica me dizer que o ginásio era mais benéfico do que as caminhadas precisamente por me forçar a interagir com outras pessoas, a conhecer gente nova, estar em grupo. Claramente, ela não vai ao ginásio, ou então, tive pouca sorte no que escolhi. No ginásio, as pessoas não fazem conversa de circunstancia, fingem que não estão ali todas pelo mesmo motivo (ficarem bem boas para o verão, e se possível com mais saúde), acham-se superiores aos que acabam de chegar e desfilam roupa de marca, toda a condizer.

Ainda assim, mesmo com os músculos em frangalhos, à minha cabecita faz bem. Sempre pensei que era antipática e anti-social mas, comparando com aqueles monos, sou a miss simpatia cá do burgo. Uma reinadia.Toda dorida.

Para vergonha da minha cara

Este post vem a propósito do Dia da Mãe ou da desculpite-aguda que justifica não mexer o belo do corpinho, é como preferirem.

A minha mãe tem 64 anos e é empregada doméstica, é aquilo que se pode chamar de "ataque cardíaco com pernas"... Depois de trabalhar fora de casa, repete tudo em casa própria e, em tempo disso, ainda se dedica à horta. Faz os percursos a pé. Quando estou atrapalhada com roupa para passar a ferro e já não consigo ver o monte de roupa a crescer, ela vem dar uma ajuda. Faz o mesmo com os meus dois irmãos e qualquer um dos dois tem agregado familiar.

Às vezes, quando tem tempo e porque não sabe estar parada, inventa na cozinha e chama-nos para irmos provar; a última invenção foi pão com azeitonas. E como tinha chouriço, e torresmos, fez de tudo. Até a vizinha provou o pão ainda quentinho...

 

E então?- perguntam vocês. Então que ontem andou 1km a pé, com uma descida/subida bem íngreme para... ir ao ginásio! Ponto.