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Rir e Comer Bolachas

Das surpresas boas

Esta semana tem sido puxada, quer a nível profissional, quer pessoal. Tenho saído do trabalho de rastos, a sentir-me cansada e a precisar de limpar a cabeça e, surpresa das surpresas, apetece-me andar na rua e caminhar. Na terça-feira fiz um percurso novo, de terra batida e corri uns 3 minutos, quando o percurso era a descer... Quando acabei a caminhada, até tinha a testa quente mas sentia-me bem, desanuviada. Meia hora depois ainda transpirava. Na quarta-feira de madrugada acordei com dores nas costas, fui trabalhar de sapatos rasos e doía-me tudo, até os braços e só andei com as pernas... Mesmo assim, ontem apetecia-me andar. Desanuviar. Respirar ar da rua e ver sol, e lá fui. Corri 1,5kms! A descer e a uma velocidade que quase não se pode chamar correr, era mais andar aos saltinhos, mas nunca tinha conseguido. Fiquei com a cara a arder de calor, parecia que ia explodir e fiz mais 2 kms a subir, por terra batida. Bolas! Estou orgulhosa. Continuo gorda, sim, mas estou mesmo orgulhosa.

Quando o meu adolescente chegou do treino contei-lhe o meu feito, a minha conquista, enquanto justificava porque me encolhia e fazia um esgar esquisito a sentar ou a levantar. A reação dele? "Ahahahahahahahah, és tão fraquinha, mãe!" A delicadeza de um adolescente é coisa para me surpreender sempre. Uma pessoa a sentir-se invencível e leva uma daquelas pela proa.

A Rosa Mota que há em mim

Sou uma pessoa ambígua, confesso. Se por um lado sou a preguiça em figura de gente, por outro quero mesmo é ser uma atleta. Sem meio termo, nada de baixar padrõezinhos ou fazer aquilo a que o bom-senso apela, não. Comigo tem que ser à bruta. Claro que depois nada resulta... Atiro-me à bruta, de cabeça, até gastar a energia toda e acabar por desistir, estourada e desmoralizada também. Enfim... Não é defeito, é feitio.

Está quase a fazer um ano que decidi começar a fazer algum exercício físico, leia-se caminhadas, e mantiveram-se mais ou menos constantes embora já me aborrecessem um bocado. Explicando melhor: as caminhadas já me aborreciam mas não tenho capacidade física para fazer corrida, que era aquilo que eu gostava mesmo. (Sim, foi uma descoberta recente)

Às vezes lá me aventurava e fazia uma corridinha mas, qual quê, parecia que as pernas tinham desaprendido de andar ou correr, e uma pedra estivesse a calcar-me o peito. Fora a respiração... Sou asmática e parecia que tinha uma panela de pressão a apitar nos pulmões. Rapidamente desistia de correr e a caminhada já fazia com muito esforço, claro, tinha rebentado comigo antes...

Tenho um vizinho que corre. Se fosse uma mulher descarada e dada à conversa já lhe tinha perguntado se podia correr com ele, podia ser que me desse umas dicas de como fazer, que isto concerteza que tem alguma ciência, mas, como sou tónhó, fico a ver o homem ir e não digo nada.

MAS... Ontem descobri a pólvora. Descobri um programa de treino que diz que é possível correr (corrida lenta, entenda-se) 15 minutos seguidos ao fim de 28 dias! Fiz o download daquilo, meti no telemóvel o mp3 com a senhora a falar e a dar-me música e meti os pés ao caminho. (A minha companheira de treinos alinha em tudo, ela quer é ir!) E fiz o dia 1. A-do-rei. Claro que acabei com os bofes de fora e a pensar que o peito ia explodir, mas fiz.

Hoje é dia descanso (e não fui eu que proclamei, é mesmo assim) mas vou fazer uma caminhada à mesma. Mas fraquinha, sem stress, que é dia de descanso e daqui a 27 dias quero correr 15 minutos sem parar!;)

Milagres acontecem - strike 2

No domingo calcei novamente os ténis e lá fui eu. Os 30 primeiros passos correram muito bem, levei mp4 e tudo, ai que bom que isto é, faz bem à cabeça e tudo, mas daí em diante foi o cabo dos trabalhos. Podia jurar que tinha alguém agarrado às minhas pernas, a fazer força para baixo, porque aquilo não subia. Eu fazia um esforço mas as pernas não obedeciam. Ok, vamos andar então. Metros mais à frente, mãozinha na ilharga, respiração ofegante, dor no peito. Estás linda, tu... Sua lontra ex-fumadora de longa duração! Dali a praticamente não respirar foi um tirinho. Com direito a falta de luz e tudo... Eram 7 da noite e eu às escuras, com falta de ar. Fui para casa, claro. Mas ainda deu para transpirar.

Ser saudável custa um bocadinho. Mas aos poucos, vai!