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Rir e Comer Bolachas

Quando aquilo que sabemos atrapalha mais do que ajuda

Há uns anos atrás, quando me encontrava com uma amiga e a metia a par do que ia acontecendo a colegas nossos, ela dizia-me que nem lhe passava pela cabeça que haviam vidas "tão estranhas". Nada do que lhe contava era estranho, para mim, era apenas a vida a acontecer - uns casavam, outros separavam-se, uns mudavam-se, outros regressavam, enfim, coisas de jovens adultos, com muitos erros à mistura. Eu ria da ingenuidade dela e torcia para que ela continuasse sem saber como as coisas aconteciam na "vida real".

Agora, ainda dentro da dita normalidade que é a vida como a conheço, pergunto-me para que serve tanto conhecimento que adquiri. Sinto que não acrescento nada à minha vida, mas sim, tira-lhe todos os dias - tira sossego, tira esperança, tira fé. De que me vale saber se a minha vizinha trai o marido com tudo o que mexe, com aquele ar sonso que ela faz? O que traz de bom à minha pessoa, ao meu conforto, saber que um marido, casado há um ano, não se separa da mulher, por pena, mas que a trai de todas as formas possíveis, ainda que não toque em outra?

Bem digo que a ignorância, às vezes, é uma bênção. Gostava de conseguir olhar para as pessoas como se nada soubesse, pela primeira vez, e não ter ideias pré-concebidas, não ter a "bagagem" que já me faz não confiar, mas não consigo. 

 

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