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Rir e Comer Bolachas

Para lembrança futura

 

Na semana passada fiz uma compra online e dei a morada antiga dos meus pais para a entrega, quando me apercebi do erro já tinha sido expedida e tive que aguardar para ver o que acontecia. Por acaso, por esses dias foi entregue no meu local de trabalho uma encomenda vinda do mesmo sitio e tive a oportunidade de perguntar ao senhor da transportadora o que podia fazer para que a encomenda não fosse devolvida mas não o fiz por puro preconceito. Vi o senhor e não gostei do ar dele, pareceu-me antipático, rude. Achei que, se lhe contasse, ele não só não iria ajudar como até dificultaria. Porquê? Não faço ideia. Manias. Não gostei do ar dele e pronto. Dias depois recebo um telefonema da transportadora porque não conseguiam fazer a entrega: não estava ninguém em casa. Contei o sucedido e o senhor perguntou-me onde estava, compadecido, e disponibilizou-se a entregar onde eu estava. Fiquei muito sensibilizada. Quando o vi entrar percebi que era o mesmo, o tal de quem não tinha gostado. Senti-me estúpida e preconceituosa. 

É tão mais confortável pensar que os outros é que são preconceituosos e nós não. Se não gostarmos de alguém à primeira (e nas outras vezes) é porque é o nosso instinto a falar mais alto, é porque a outra pessoa não é de confiar e nós, na nossa infinita sabedoria, já a topámos à légua. Mentira, não é instinto, é preconceito. É a ilusão de que tiramos a pinta à primeira vista com os nossos super poderes.  

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