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Rir e Comer Bolachas

My Unexpected Everything

Há uns dias atrás encomendei um livro através da Amazon e hoje lembrei-me de ir consultar o estado do envio então entrei no meu email e pesquisei pelo título do mesmo - "My Unexpected Everything". Entre os resultados da pesquisa, por motivos que não consigo completamente entender mas que se afiguram extremamente apropriados, encontrei um email que enviei para a minha orientadora de estágio em 2014 e foi um murro no estomâgo.

 

Voltou tudo. A dor, a tristeza, o desespero, a desesperança.

 

Depois passou e era eu outra vez. Consigo perceber que tudo o que aconteceu teve um propósito, embora ainda não esteja totalmente definido qual, gosto de acreditar que sim. Também gosto de acreditar naquela platitude do "o que não nos mata torna-nos mais fortes", mas acho que essa frase oculta todo o intermédio que se atravessa entre uma coisa e outra em que a última coisa que nos sentimos é fortes. Sentimo-nos esmagados, enfraquecidos, inferiores a uma versão de nós pré-trauma que recordamos com saudade e, provavelmente, com óculos cor-de-rosa.

 

Pensei em não publicar nada disto. Porque pinta uma visão mais negra do que verdadeiramente sinto e porque me preocupo constantemente com o que as outras pessoas vão pensar (algo em que preciso de trabalhar com urgência). Não me preocupa a opinião do público em geral, até porque esse não anda aqui, mas sim a das pessoas que mais me importam, compostas quase exclusivamente pelas restantes autoras deste blog, as quais têm também uma grande tendência para a exacerbação da preocupação. A Bolacha Maria especificamente, se por algum acaso não lhe atendo o telefone durante o fim-de-semana, certamente já estou falecida numa valeta qualquer e ela a hiperventilar enquanto liga para todas as pessoas que podem saber de mim. Mas, dada a minha completa inabilidade para verbalizar emoções, também acho importante que elas vão sabendo por outros formatos como me sinto. Até porque também faz parte da minha terapia.

 

Portanto, se me acham dramática ou negativa, aguentem-se à bomboca! Mas só para verem que não estou a descer para um buraco negro de depressão, vou tentar acabar este tipo de publicação com piadas.

 

Sabem quando é que os americanos comeram carne pela primeira vez?

 

Foi quando la chegou o cristovão co-lombo....

 

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