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Rir e Comer Bolachas

Lutei contra uma barata e sobrevivi

Sabem aquela sensação de chegar ao fim de um dia de trabalho com a sensação de dever cumprido, fazer meia hora de caminho até casa, abrir a porta, sentir aquele cheirinho que só a nossa casa tem, sentar o rabo no sofá, ligar a televisão e respirar fundo como quem pensa "agora posso relaxar"? Sabem?

 

Pois, para mim foi destruída para sempre. Outro ser vivo neste planeta ousou encarar a minha tão arduamente conquistada paz de espírito e cuspir-lhe na cara. Foi com malícia premeditada que se atreveu a subir a parede da minha cozinha e foi com um espírito de Halloween ligeiramente antecipado que esta criatura do demo fez com que a minha querida prima com quem partilho o meu lar a minha casa de horrores soltasse um grito de arrepiar a espinha. Recordei de imediato os meus nostálgicos tempos passados na Picheleira onde fui tão bem recebida à chegada por uma praga desta espécie e heroicamente dirigi-me à cozinha de peito feito, pronta para limpar o sebo ao bicho. 

 

Mas nada na minha vida me preparou para o que iria encontrar. Ao abrir a porta, vi de imediato a minha prima de vassoura em punho, qual Hércules de Moscavide, e na minha cabeça soltei um riso de escárnio. "Pff, gajas..." Mas eis senão quando me viro e me deparo com um verdadeiro Adamastor do mundo animal. Nunca tal tinha visto, e espero para bem da minha saúde cardíaca, não mais voltar a ver. Este repugnante espécime que apenas posso avaliar como sendo uma Baratis Gigantonis era do tamanho de uma bola de futebol, senhores! Pronto, andebol. Ténis e não se fala mais nisso! 

 

Naquele interregno de indecisão em que esta dupla destemida tentava encontrar uma solução que não envolvesse uma aproximação ao inimigo, toca a campainha de sobressalto: era o senhor da Uber Eats que trazia o jantar e, quissá, a salvação. Despida de pudores, abro a porta pronta para pedir a este digníssimo estranho que me faça o favor de matar a p*** da barata o insecto na cozinha, mas quem encontro é o ser humano de sexo masculino (ou feminino) mais coninhas que já vi na minha vida. A sério, não exagero, ele tinha este aspecto:

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Pressionadas pelo desespero, e pelo facto de o jantar estar a arrefecer, percebemos que se tinham esgotado todas as outras alternativas. Nada mais havia a fazer a não ser fixar uma pá à ponta da esfregona com fita-cola, usar a vassoura para auxiliar a criatura a subir para a pá, abrir a janela e rezar para que não houvesse nenhum traseunte lá em baixo que estivesse prestes a ser supreendido com uma barata na cabeça. 

 

Foi traumático. Mas sobrevivemos e hoje somos mais fortes. 

 

 

 

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