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Rir e Comer Bolachas

Entrelaçados

Há dias deu-me uma travadinha daquelas que não se conseguem travar e deu-me para limpar o meu roupeiro todo. A coisa ocupa uma parede inteira, tanto em largura como comprimento e encontrei de tudo, portanto, meti 5 sacos de roupa num contentor para o efeito e nem sequer foi desta que me desfiz de roupas de casa e cozinha que tenho em demasia. Mas adiante. Encontrei umas fotos antigas e mostrei ao Dinis. Ele teria uns dois anos- fofo que ele só- e eu estou com o pai dele. Todos sorridentes, como se a felicidade fosse uma coisa certa naquela altura. A foto sumiu-se para o quarto dele e fui encontrá-la mais tarde numa moldura, coisa que nunca me ocorreu fazer, por vários motivos, sendo o principal ser uma situação do passado. Só que não é.

O meu filho tem os dois pais ainda. Somos nós as raízes dele, independentemente do passado, do momento atual ou do futuro. É dali que ele vem e eu devo-lhe isso. Por não nos darmos particularmente bem (embora estejamos muitooo melhor), raramente falo no pai, ou na relação que tivemos, ou coisas que vivemos e é um disparate tão grande. Ele não teve o que eu tive: ele não tem memórias desse tempo. Então decidi: vou fazer um exercício de memória e contar-lhe coisas de vez em quando, quando se proporcionar ou quando ele quiser saber. Às vezes, esqueço-me que, sendo mãe, a minha vida não é só minha, e o pai dele é mais do que o meu ex-marido, e faz parte do presente dele.

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