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Rir e Comer Bolachas

Catarse

Há dois dias que ando com a moral em baixo e, quando assim é, dá-me para questionar tudo. Desde aquilo que como às pessoas que me acompanham, passando pelas escolhas que fiz até aqui. E vejo tudo negro. É uma espécie de catarse, custa um bocadinho mas aproveita-se sempre alguma coisa.

Passado o drama, consigo ver com clareza aquilo que me dói, aquilo que me revolta e consome aos bocadinhos. Como uma lenda que li, trago um saco de batatas podres às costas e não o consigo largar. Mas quero. Só não sei como.

 

Tudo começou com uma das pedras basilares da minha vida. Alguém que me faz falta todos os dias e que nunca pensei ver afastada, a quem chamei desde sempre a minha melhor amiga. No dia em que percebi que esta amizade era unilateral, ou no mínimo não era vivida da mesma forma, sofri um desgosto. Aprendi a viver com isso e afastei-me, para não mais voltar. Mas é a mim que dói. Ainda. Embora seja assunto arrumado na minha cabeça, comecei a verificar que isto é um padrão na minha vida, ou seja, eu dou demasiada importância às pessoas, não tenho o retorno que seria normal (para mim) e afasto-me. E é a mim que dói.

Tenho 35 anos e estou sozinha. Os meus alicerces são a família, fora dela, estou sozinha. Não sou prioridade na vida de ninguém. E é a mim que dói. Quando me dá para o drama, questiono se o problema sou eu, se sou uma pessoa horrível e que não traz qualquer bem aos outros. Choro este mundo e o outro e vou dormir. Quando acordo sei que não, é a mim que dói mas o problema não é meu.

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