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Rir e Comer Bolachas

Ansiedade

Odeio com todas as minhas forças esta doença. Faz-me ter medo de perder o tino e bandear-me para o outro lado, o lado das pessoas loucas. Tenho medo que, um dia, sinta alguma dor tão forte, não aguente o embate e deixe de ser eu e passe a ser novamente aquela pessoa de olhos sem expressão, que não sente nada e vive apenas porque o corpo fá-lo sozinho, automaticamente. 

Ontem, depois de um dia de pequenas chatices, depois de levar o meu filho aos avós, depois de fingir que tudo estava bem para não alarmar ninguém, entrei no carro e explodi. Uma angústia tão profunda, um desconforto tão grande que sentia a cara em chamas e todo o corpo gelou, sem que tivesse frio. Queria chorar mas tinha medo de não conseguir parar. Chorei. Chorei alto e com soluços, quase que me faltava o ar, enquanto fazia o trajeto até casa. Queria falar com alguém que soubesse como fazer aquilo parar. Falei. Quanto mais falava, mais piorava. Porra! Talvez seja isso, talvez precise de falar. 

Hoja acordei (muuuitooo tarde) normal. Tenho uma dor de cabeça brutal, os músculos doridos de tanta tensão mas estou calmíssima. Sem comprimidos mágicos. Não me bandeei para o outro lado, continuo a ser eu e a angústia passou. Já nem me lembrava quando tinha sido a última vez que me senti assim mas a primeira faz hoje sete anos. 

2 comentários

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    trocatintas 11.12.2015 15:56

    Às vezes, o corpo sabe do que precisa e obriga-nos a chorar. Beijinho
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