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Rir e Comer Bolachas

Do lado lunar

Há uma quase obrigação em ser feliz hoje em dia. Em ser positivo e "para cima", em ser leve e grato. Pululante de alegria. Não tenho nada contra e talvez o mundo precise mesmo de uma força motivadora extra mas o que me incomoda é ostracizar a tristeza, ou uma fase mais negra. É quase vergonha estar triste ou deprimido, ou passar por fases mais negras e negativas, em que tudo corre mal. Vejo com frequência o conselho "afaste-se de pessoas negativas" e fico sempre a pensar no que acontece a todas as pessoas que são metidas de parte para a suposta auto-preservação da felicidade alheia.

A verdade é que nem sempre a vida corre bem, nem sempre fazemos as melhores escolhas nem sempre estamos no momento mais brilhante, aliás, acho que a maior parte do tempo ninguém sabe muito bem o que anda a fazer. E é natural. Como as estações do tempo: há estações mais fáceis de gostar, mais bonitas e cheias de cor mas só existem porque há outras, diferentes, mas que fazem parte do todo. Nós somos luz e sombra, não interessa se está na moda o positivismo e temos que ser felizes à força. 

My Unexpected Everything

Há uns dias atrás encomendei um livro através da Amazon e hoje lembrei-me de ir consultar o estado do envio então entrei no meu email e pesquisei pelo título do mesmo - "My Unexpected Everything". Entre os resultados da pesquisa, por motivos que não consigo completamente entender mas que se afiguram extremamente apropriados, encontrei um email que enviei para a minha orientadora de estágio em 2014 e foi um murro no estomâgo.

 

Voltou tudo. A dor, a tristeza, o desespero, a desesperança.

 

Depois passou e era eu outra vez. Consigo perceber que tudo o que aconteceu teve um propósito, embora ainda não esteja totalmente definido qual, gosto de acreditar que sim. Também gosto de acreditar naquela platitude do "o que não nos mata torna-nos mais fortes", mas acho que essa frase oculta todo o intermédio que se atravessa entre uma coisa e outra em que a última coisa que nos sentimos é fortes. Sentimo-nos esmagados, enfraquecidos, inferiores a uma versão de nós pré-trauma que recordamos com saudade e, provavelmente, com óculos cor-de-rosa.

 

Pensei em não publicar nada disto. Porque pinta uma visão mais negra do que verdadeiramente sinto e porque me preocupo constantemente com o que as outras pessoas vão pensar (algo em que preciso de trabalhar com urgência). Não me preocupa a opinião do público em geral, até porque esse não anda aqui, mas sim a das pessoas que mais me importam, compostas quase exclusivamente pelas restantes autoras deste blog, as quais têm também uma grande tendência para a exacerbação da preocupação. A Bolacha Maria especificamente, se por algum acaso não lhe atendo o telefone durante o fim-de-semana, certamente já estou falecida numa valeta qualquer e ela a hiperventilar enquanto liga para todas as pessoas que podem saber de mim. Mas, dada a minha completa inabilidade para verbalizar emoções, também acho importante que elas vão sabendo por outros formatos como me sinto. Até porque também faz parte da minha terapia.

 

Portanto, se me acham dramática ou negativa, aguentem-se à bomboca! Mas só para verem que não estou a descer para um buraco negro de depressão, vou tentar acabar este tipo de publicação com piadas.

 

Sabem quando é que os americanos comeram carne pela primeira vez?

 

Foi quando la chegou o cristovão co-lombo....

 

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É (quase) Natal!

Sim, eu sei que ainda agora entrámos em Novembro mas o espírito já me está a assolar! E se ainda não fiz a árvore, é porque ela é pesada como cornos e dá-me preguiça de a ir buscar à arrecadação.

 

Mas por aqui a malta já estava que nem podia e fizemos o sorteio de Amigo Secreto mais antecipado de sempre! Acho que todos os anos o fazemos mais cedo porque começamos a entusiasmar-nos com a curiosidade de quem nos vai calhar e o que vamos comprar para lhes oferecer e aiiiiiii que parece que já cheira a coscorões!

 

Este ano a trupe está reduzida, falta-nos a Cisne e o filho da Trocatintas mas já se comprometeram a estar presentes em video-chamada e além disso, a rambóia continua no dia 25! Vou fazer um esforço para manter o espírito natalício vivo e de boa saúde e mais dia menos dia começo a dar forte nos mixes de Natal do Spotify e a preparar o nosso Calendário do Advento com actividades propícias à época!

 

Se acham que ainda é cedo para estas conversas,temos pena. O blog é meu, eu é que sei, não são minha mãe, não mandam em mim. Funf.

 

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Olá!

Olá! Eu sou nova por aqui.

 

Sou a Cisne (pelo menos para já), tenho 24 anos e sou a irmã/sobrinha/filha mais nova da Catrapuz/Trocatintas/Bolacha Maria.

 

Estou aqui porque ontem disse que queria que escrevessemos um livro incrível! Em que cada uma de nós escreveria uma parte, sobre qualquer coisa ou então sobre muitas! Mas nenhuma mexia no que as outras escreviam, cada uma escrevia da maneira que entendesse e isso é que seria revolucionário, incrível, mega uau, untz untz untz, Xuuua, Shabam...!..........

 

Pronto, então para me calarem com ideias parvas recambiaram-me para aqui.... Mas um dia eu ainda hei-de lhes dar a volta!

 

Então assim sendo, fiquem à espera de 1 ou 2 erros ortográficos, frases demasiado longas e um pouco dispersas e quase sempre uma tentativa de ser engraçadinha sem sucesso. Uma vez por outra lá hão-de haver temas sérios, claro. Se calhar até vão ser mais desses - não sei, eu disperso muito. Qualquer coisinha leiam na diagonal e saltem para o fim para ver o que acontece, se não perceberem também não perderam muito tempo.

 

Até já!

 

Cisne

O meu cão era branquinho

Tenho um cão em casa há quase um mês e já fui ao veterinário umas 4 ou 5 vezes. O cão sofre de alergia ou alergias, não se sabe a quê e a veterinária não faz análises porque, dada a tenra idade do cachorro, as mesmas não iriam ser conclusivas. Eu, que nunca tive um cão, nem conheço ninguém que tenha passado pelo mesmo problema, estou assim quase em pânico e a ver a minha vidinha a andar para trás porque não sei lidar com isto.

Como há pouco a fazer em caso de alergia, que se suspeita ser de picada de pulga ou uma espécie de sarna, fez-se medicação para isso mesmo, faz anti-histamínico, banho com shampoo específico e pouco mais. É esperar que passe. Ora, como o cão se lambia muito por causa da comichão, a saliva tingiu o pêlo e o desgraçado passou de pele vermelha para um pêlo acastanhado, a puxar para o vermelho escuro, ou cinzento esquisito. Mete dó e vai durar meses, já que este pêlo vai ter que cair e vir novo.

Ontem lá fomos para mais uma visita à vet e, como se coçava muito menos, e a pele parecia mais saudável, fez o reforço da vacina de forma a poder ir à rua. O bicho tem muita energia e precisamos de gastar aquilo, sem ser a roer a casa toda. Fiquei aliviada por sabê-lo a melhorar e vim para casa, dei-lhe banho, sequei-o com secador, dei-lhe uns mimos e fui fazer o jantar. Mais tarde, começo a reparar que a pele estava completamente vermelha, ele coçava-se sem parar e quase a ferir-se e nem sequer desviava os dentes quando tentava chamá-lo. Liguei à vet, era uma reação à vacina, também faz alergia. Fui a correr para a farmácia para comprar medicamento para parar aquela reação, ou diminui-la e voltei para lho dar.

Eram 11 da noite quando me lembrei que não tinha jantado. E continuo sem poder levar o cão à rua, que até vem a calhar com este frio e chuva.

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Perder peso

Preciso de perder peso. É um daqueles factos incontornáveis da vida que não é debatível de todo o com o qual tenho lutado a vida toda. E sigo sempre o mesmo processo: faz-se algum clique em mim que me dá balanço e lá vou eu para um novo método de emagrecimento. E todos funcionam! Durante para aí três meses, até que as coisas começam a abrandar, eu perco aquele balanço do início, começo a pecar um bocadinho aqui e um bocadinho ali até dar por mim tendo abandonado por completo o objectivo e a resignar-me uma vez mais com o facto de que o meu corpo é este e tenho de o aceitar como ele é.


O problema é que de cada vez que isto acontece, fico pior. Acabo ainda mais gorda do que quando comecei e ainda mais desmotivada. E não sei muito bem como quebrar este ciclo. Farto-me de discursos motivadores e dietas revolucionárias de banha da cobra e "tens que experimentar a nutricionista onde vou porque esta é que é espectacular". Todos os nutricionistas e endocrinologistas podem ser maravilhosos que não altera o resultado final porque não tem nada a ver com a competência deles e sim com a minha cabeça. Tudo isto só depende de mim e eu ainda não encontrei uma solução para isso.


Sinto-me a aproximar-me de mais uma destas fases de ganhar balanço e voltar a perder peso mas ao contrário do que costuma acontecer, não estou com fé nenhuma num resultado final positivo. Não estou, pronto. E não há nada que ninguém me possa dizer que me vá fazer mudar. Só eu posso fazer isso. Vou esperar mais um bocadinho a ver se se faz o clique. Outra vez.

 

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Guilty pleasures da vida

Confesso: adoro trash tv. Gosto de programas absurdos, com gente estranha e histórias que me façam rir e, se possível, abstrair-me por completo da minha vida durante uns minutos. É uma espécie de reset, ou de desacelerar do ritmo dos dias de trabalho, e agora com este tempinho a convidar as mantinhas no sofá e uma vela acesa ainda sabe melhor.

E o que é que eu ando a ver religiosamente? Casados à primeira vista. Já tinha visto as temporadas quase todas da Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Espanha e, como tal, a esperança no sucesso do amor fabricado em laboratório já era nula. Durou uma ou duas temporadas, nada mais. Não deixei de acompanhar as várias temporadas e vários países porque fascina-me a cabeça das pessoas. Divirto-me a ver até onde chegam. Faz-me sentir um ser normalzinho, vá. De todos os que acompanhei, a versão espanhola foi a mais crua. Não há cá papas na língua, diz-se tudo, sem pudores. Também eram feios como a noite mas nada a teve a ver com o insucesso da coisa.

Agora em português é mais giro porque é perto da nossa porta, e pensamos e se fosse eu? E se fosse o meu primo? A senhora da frutaria? Não é ninguém conhecido meu, com muita pena minha, mas divirto-me à brava. O meu casal preferido até agora são os mais velhos do Porto (não me lembro dos nomes), uns castiços e cheios de vontade de viver aquilo. Os outros assustam-me um bocadinho, principalmente, aquele senhor de Caldas da Rainha, que tem aquele ar lânguido, que me faz encolher no sofá de cada vez que o vejo. Até ver, a noiva dele gosta e isso é que é importante. Eu teria fugido a sete pés logo no primeiro beijo, mas isso sou eu, que não gosto cá de agarranços na rua, muito menos com alguém que acabei de conhecer há minutos (marido ou não).

Tenho feito um esforço enorme para não ver capas de revista nas papelarias, não vão spoilar-me o programa, gosto disto em doses diárias e sem me estragarem o efeito surpresa, que só a realidade é capaz.

 

(In)sucessos

Gosto muito de escrever, sempre gostei. Desde muito nova que escrevo textos, músicas, poemas, ficção, realidade, excertos de livros que nunca terminarei. Não o faço constantemente, nem sequer regularmente ou consistentemente, movo-me a inspiração. E acho que é um erro.

 

Faço-o porque não gosto de escrever qualquer coisa, lê-la de volta e não gostar do que leio. Enfurece-me, entristece-me, destrói-me. E começo a achar que é sintomático de um problema maior que tem levado ao que eu chamo de insucessos mas que provavelmente poderá ser descrito apenas como falta de resiliência, ou esforço ou sei lá bem o quê.

 

Há muito tempo que me sinto a flutuar no mundo, sem saber muito bem o que ando cá a fazer mas com um enorme desejo de descobrir. Vou tentando coisas que gosto e assim que descubro que não consigo atingir a perfeição nessas coisas ou ser a melhor do mundo nesse ramo, desisto. E registo na minha mente como mais um fracasso. Mais um item riscado numa lista de propósitos que já vai longa e que é inútil porque cada queda me tira um pedaço. E eu vou lá e colo-o com cuspo. Sim, eu sei que não precisavam da imagem mental mas é mesmo isto.

 

O pior é que eu estou consciente de tudo isto. Sei que criticar-me minuciosamente a mim mesma e ser tão displicente com os sucessos e tão exigente com os fracassos não me leva a lado nenhum. Que desistir quando ainda mal tentei só perpetua o sistema. Que não vou andar na rua um dia, tropeçar e dizer "Olha, um sonho!" Mas há uns anos atrás dei tudo o que tinha e o que não tinha por um percurso que nunca se anteviu glorioso, só para poder dizer que tinha tentado tudo e ainda hoje sinto que perdi pedaços que já nem com cuspo consigo colar. Então desisto, para nem sequer ter de lidar com a dor e decepção de tentar e não conseguir que é muito pior.

 

Mas será que é mesmo? Começo a pensar que não. E vou tentar escrever mesmo quando não me apetece, quando não quero, quando acho que não tenho nada para dizer, quando só sai trapel. Porque acredito que só no meio da merda é que há diamantes.

 

Há dias encontrei este poema que escrevi há uns anos e continua a ser-me tão pessoal hoje como era na altura. Parece-me que preciso finalmente de prestar um pouco mais de atenção ao último verso e um pouco menos a todos os outros.

 

 

Tenho 15 minutos para escrever um poema.
Penso na métrica, penso no esquema.
Penso em tudo e percebo então
Nunca pensei em pensar no coração.

Tenho 10 minutos para escrever um poema.
Começo de novo, redefino o tema.
Apresso o passo para chegar ao fim
E percebo que me esqueci de pensar em mim.

Tenho 5 minutos para escrever um poema.
Perco-me no auge da ânsia extrema.
Esboço umas linhas apenas para esboçar
E olho para o meu poema sem conseguir respirar.

Tenho 0 minutos para escrever um poema.
E já não importa se tem algum problema.
Agora estou livre deste tóxico dever
E vou escrever um poema só por escrever.

Estás a pensar em adoptar um cão?

Se não tens experiência com cães, se trabalhas e chegas cansado/a a casa, se não és hiperactivo/a, NÃO escolhas um Jack Russell Terrier. Mesmo que te seja oferecido. Se depois deste aviso ainda estás a ponderar... Boa Sorte!

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Isto aconteceu ontem depois de ter aspirado e lavado a casa toda. Ficou sozinho 20 minutos.