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Rir e Comer Bolachas

"Quando fores mãe hás-de perceber"

A minha admiração pela minha mãe cresce proporcionalmente aos desafios (chamo-lhe assim para ver se me convenço) que a educação do Dinis me tem dado. Desde que ele nasceu, minto, desde que fiquei grávida que sinto não estar preparada para esta tarefa, e se é verdade que ele nasceu e cresceu saudável até agora, também é verdade que eu nem sei bem como, porque a maior parte das vezes sinto-me assoberbada com tudo.

Quando ele era bebé tinha medo de ser negligente, de estar a passar-se alguma coisa e eu não saber, não detetar, de tal forma que ia ao hospital  uns dias antes de ele adoecer, ou seja, ainda estava "a chocar" e já eu ia para as urgências da pediatria... Enfim. Quando o instinto maternal foi distribuído eu devia estar ausente.

O certo é que, aos solavancos, com instinto ou sem e sempre a desejar um manual de instruções, eu sou a mãe. Sou a educadora. O meu papel é ensiná-lo a ser uma boa pessoa, um ser humano capaz e honesto, alguém feliz. E isto é muito difícil porque para isto acontecer é necessário fazer o papel de vilão, é necessário contrariar vontades e desejos, é preciso indicar o caminho sob a forma de proibição de outros, e é um papel tão, mas tão ingrato, é necessário dizer não e manter, é preciso vê-los chorar e sentirem injustiçados e os mais infelizes que povoaram o planeta. 

A minha mãe fez isto tudo e sentiu isto tudo e eu não dei por nada. Ouviu respostas tortas, mentiras, levou com amuos, desgostou de alguns amigos, viu escolhas erradas e eu não faço a menor ideia como conseguiu. Vezes três. É dose. Tão cedo não a chamo chata.:)

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