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Rir e Comer Bolachas

Da crise (mas ao contrário)

Acho graça às pessoas, leia-se patrões, que se acham no direito de explorar funcionários apenas porque "tiveram olho" para abrir uma Empresa, ou seja, são patrões, logo, podem, se não quiserem assim, resolve-se bem: abram uma Empresa. Certinho. Somos um País de patrões, o pessoal está bem é a mandar, se possível explorar, e cara alegre, que há muita gente a precisar.

A maioria dos patrões que conheço (exceção feita ao meu, justiça lhe seja feita) não sabe dar o valor ao trabalho porque nunca chegou a casa com o ordenado mínimo nacional, muito menos, depois de ter trabalhado anos. São estes os mesmos patrões que não querem funcionárias porque faltam mais, para dar apoio aos filhos, para ir ao médico, reuniões escolares, etc. "Abram Empresas" é muito fácil de dizer são precisos meios que não estão ao alcance de todos... E já agora, abrir uma Empresa para vender a quem? É que o problema, parece-me, é falta de poder de compra. Abrir uma Empresa resolve o quê?

Faz-me lembrar o discurso do nosso Primeiro, que até podia ser bem-intencionado, mas revela falta de conhecimento do povo que governa, do país real, da vida de todos os dias. O desemprego não é uma oportunidade quando o país está parado por falta daquilo que move o mundo: dinheiro! Não há boa vontade, nem empenho, nem mérito, nem talento, que suprima a falta deste bem. Já dizia a minha avó: sem ovos não se fazem omeletas!

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