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Rir e Comer Bolachas

A minha lista aumentou em vez de diminuir

Isto é o que ouço enquanto escrevo, para o caso de quererem saber

Durante a hora de almoço falava-se das prendas de Natal, dos custos e pergunta a minha irmã "Mas tens assim tantas prendas para dar?". Inicialmente disse que não comprava prendas para ninguém mas depois de pensar melhor acerca do assunto decidi oferecer os tais presentinhos caseiros; gosto demasiado do Natal para deixar a coisa assim "em branco".

 

Posso dizer que deixou de ser uma obrigação para ser um prazer. Não foi tão fácil quanto seria se tivesse jeitinho e mais imaginação mas acabou por ser engraçado criar qualquer coisa, embelezar, provar, experimentar, imaginar as cores e as formas, por saber quem receberia. Totalmente diferente do entra e sai de loja, fila para embrulhos, cartão multibanco a passar e nós a fazer conta às lembranças. Que serão logo esquecidas.

 

Curiosamente, acabei por acrescentar pessoas à minha lista, daí a pergunta da minha irmã. Porque o custo, embora não tão barato quanto imaginei, é inferior ao prazer de dar, e provavelmente ao de receber. Porque não custa mimar outra pessoa, ou agradecer um gesto que teve connosco, ou simplesmente dizermos que nos lembrámos... É isto o Natal, não é? Sairmos da nossa casca e protecções várias para ir ao encontro de alguém.Não é agora que faz mais falta? As pessoas andam tão tristes, tão sós, tão desanimadas. O que faço não vai mudar isso, eu sei, mas durante uns minutos pensam noutra coisa.

 

Resolvi, então, que pessoas que não recebem habitualmente presentes nossos (porque é um presente familiar) vão receber. Para saberem que nos lembrámos, e para que se lembrem também de nós enquanto os saboreiam.

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