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Rir e Comer Bolachas

Se este blog fosse um livro

Estaria na secção juvenil. Não para que teenagers inconscientes aprendessem alguma coisa com eles mas porque o conteúdo situa-se nesse período maravilhoso (ou não) que é a adolescência. (Atenção! Falo por mim e pela minha contribuição neste canto, não pela Bolacha Maria.)

 

Apesar dos meus 33 anos, sinto que não tenho nada a ver com a idade que o Cartão do Cidadão apresenta: o meu corpo acusa tudo a mais! Peso a mais, cabelos brancos a mais, miopia a mais, olheiras a mais, cansaço a mais. Não passo pelos dias, arrasto-me. A minha mãe tem 66 (será?) anos e tem o triplo da minha energia! E quando digo triplo estou a nivelar por baixo... Já a ver a vida, tenho 17 anos. Continuo a ver tudo colorido e a sofrer horrores diante da realidade, ou da humanidade, acredito que tudo vai melhorar e um dia, um dia é que é, vou viver à séria, com dinheiro suficiente para andar descansada e vou ter serenidade para viver tranquilamente. É como se soubesse a teoria mas não soubesse pôr em prática. No tempo de agir, reage o instinto que ainda é tão verde...

Às vezes olhos para o meu filho e sobressalto-me. Ele está tão crescido, como é que vou saber ser mãe daqui para a frente? Vem aí a escola "dos grandes", a puberdade, a rebeldia, os amigos, os vícios, os amores e desamores... Ele é que me ensinou até aqui e não ao contrário, provavelmente continuará igual esta dinâmica.

 

Pensando melhor, é melhor inventar uma prateleira/categoria: livros não recomendáveis a cardíacos e/ou pessoas esclarecidas com a vida e que já descobriram o seu caminho e função no mundo.