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Rir e Comer Bolachas

Dos nossos dias

Fui ao teatro no sábado à noite, mostrei o bilhete e entrei. Não havia segurança, como é natural, e fecharam-se as portas antes do espetáculo começar. Calculo que no Bataclan tenha sido assim também. Um teatro normal, com pessoas normais, na vida de todos os dias e cabum! Foi-se tudo.

Era muito mais confortável pensar que isto só acontece longe da nossa porta, dos nossos filhos.

Diz que é O estalo

 

Eu tenho problemas de confiança. Não consigo confiar facilmente nas pessoas, não vejo de imediato o lado bom e desconfio sempre do que me dizem. Isto até conhecer, depois de conhecer as pessoas (obviamente que não todas), afeiçoo-me e confio plenamente. Mas há certas coisas que me fazem desconfiar, que me fazem ficar de pé atrás, que me levantam os pelinhos dos braços. 

Uma amiga começou a namorar. Deu-lhe "o estalo", que é uma coisa que tem acontecido muito por estas bandas, e perdeu-se de amores por um antigo namorado que reencontrou. Até aqui tudo bem. O problema é que todos os dias ela traz uma notícia nova - algo de fabuloso, com o qual ela sonhou a vida inteira, que ele fez/disse/mostrou/comprou. Fico mesmo contente por ela mas já começo a estranhar tamanha perfeição, no seu lugar já andaria à procura do "lado lunar" como diria o Rui Veloso. Há dois tipos de pessoas em quem não consigo confiar: os perfeitinhos e os zen. Os perfeitinhos parecem que leram T-U-D-O o que devem fazer a uma mulher, e demonstram-no no menor espaço de tempo possível, ou seja, tudo ensaiado e nada sentido. Daqui a uns meses acaba o show-off, a moça está garantida e acaba ali o romance, a surpresa.. Os zen são os que não se chateiam, os que não levantam a voz, os que não perdem a pose e que, provavelmente, não sentem nada nem que lhe espetem agulhas nos olhos. Quando o sangue ferve nas veias não há cá educaçãozinha, nem modo zen que nos valha. 

Gosto de pessoas reais. Gosto de ver um defeito ou outro bastante evidente, nada dissimulado. Gosto da espontaneidade e das parvoíces que se dizem no calor do momento. Gosto que as coisas demorem tempo, não gosto de relações express. Gosto de palavras sentidas e não de frases batidas. 

Sou antiquada, não sou?

 

 

Disclaimer: Aquilo que vou escrever não é um desafio à vida ou a qualquer Entidade que governa o meu destino, que não eu. É apenas e só um desabafo, sem querer provar nada, sem dizer oh-vida-manda-me-lá-disto-para-ver-o-que-faço.

Só a mim acontece destas coisas?

No domingo à noite, por volta da hora de jantar, o Dinis recebe uma mensagem de voz, sem identificação, com ameaças veladas. Vim a saber depois que andava há dias a receber chamadas anónimas e desligavam quando ele atendia, tal como mensagens no facebook, de alguém com perfis falsos e cujo teor era igualmente ameaçador.

Eu, como mãe e pessoa dada á imaginação fértil, entrei em pânico. A pessoa que deixou a mensagem tinha voz madura, sexo masculino, talvez mais de 50 anos, com sotaque do norte, e dizia para "não se meter com as miúdas senão tinha problemas, pá".  No facebook, faziam passar-se por um tio de alguém que andaria a ser assediado pelo meu filho. 

Depois de perguntar 36998543524 vezes se havia mais alguma que eu devesse saber, qualquer coisa que ele estivesse com medo de me contar, alguma confusão em que se tivesse metido, entrei em pânico. Aquilo não era uma coisa simples, de miúdos com hormonas aos pulos, aquilo metia adultos, provavelmente descompensados, e o miúdo estava mesmo assustado. 

Mal tinha eu assimilado toda esta informação, o "número desconhecido" volta a ligar. Eu, como pessoa paciente e mãe muito calma, atendo, quase a gritar, a perguntar quem fala e o que quer do meu filho. O homem responde vagamente, diz ser amigo e nunca diz o nome, que tem assuntos para tratar com o Dinis (sim, tratou-o pelo nome e fez cair por terra a possibilidade de ser engano) e eu mando-o meter-se com alguém da idade dele. Ameaço com a GNR e digo que, apesar de eu não conseguir identificar o remetente da chamada, as autoridades conseguem e caso se repetisse, ia avançar com uma queixa.

Mais ou menos uma hora depois, o número desconhecido liga de novo. Deixo- o atender, na expectativa de ouvir o que o homem quer dizer, de tentar perceber qual a razão das ameaças. O homem começa a dizer para ele deixar "a miúda", que é menor, e que, caso não o faça, arranja problemas. O miúdo defende-se, diz que não anda com nenhuma miúda, que não sabe do que ele está a falar, que deve ser engano e o homem desliga.

Pânico. Combinei logo com a minha irmã para ir buscá-lo à escola, quem levava e quem trazia, e a que horas porque não o queria a andar a pé, sozinho, como habitualmente. Até isto estar esclarecido, com queixa na GNR e tudo, andávamos a olhar por cima do ombro. Ontem de manhã, mais uma mensagem de voz e várias chamadas não atendidas de número identificado mas desconhecido para nós.A mensagem de voz era uma coisa estranhíssima, sem nexo e que falava em nomes igualmente desconhecidos, para ter cuidado e tal, e obrigado. WTF?? 

Resolvi ligar e perguntar, com ar cândido, quem era aquela pessoa e o que queria com o meu filho, com 12 anos, aterrorizado com tudo isto, de forma a que ele dissesse, finalmente, o que queria. Lá se explicou. Pois que, dias antes, um grupo de pessoas foi contactado, via facebook possivelmente, e aliciado com uma quantia para fazerem umas chamadas ameaçadoras a uma pessoa que tinha violado e espancado uma menor de 14 anos. Esta pessoa fazia passar-se por alguém da PJ e oferecia um valor pago em dinheiro, pessoalmente, na morada destas pessoas. Deu o nome e número de telemóvel do meu filho e armou-se este circo. Atrás de 1500 euros, e a fazer justiça popular, montou-se todo um esquema que só se desfez porque, depois de eu ter dito para se meter com alguém da idade dele, levantou-se a suspeita de que alguma coisa não estaria correta... Quem fez a chamada foi à procura do tal polícia e, surpresa, já não havia ninguém com aquele perfil ou aquele nome. Averiguou mais um pouco e percebeu que estava a ser endrominado. Quando eu liguei já ele tinha percebido isto mas diz que a informação começou cedo a ser espalhada. Resta dizer que o senhor é do Porto, os amigos do grupo também, e eu não tenho qualquer ligação com pessoas do norte do país.

Ainda não sei quem esteve por trás disto, com que intenção e duvido que vá descobrir. Espero que tenha sido uma brincadeira de mau gosto. A conta do facebook foi cancelada, o número dele vai ser alterado e foi um susto do caraças! Para ele também, felizmente, e serviu para lhe mostrar que resisto a modernices por causa destas coisas... A internet é uma coisa fantástica, se usada com cuidado, palavra desconhecida por adolescentes cheios de razão e, acham eles, astúcia.

O meu coração ficou do tamanho de uma ervilha e só agora consegui falar sobre o assunto.

Mais que não gostar

(Títalo descaradamente gamado ao Blog do Caixote, mas com a devida permissão)

É mais que não gostar mas menos que odiar, para não dizerem que roubei a ideia toda...

Não gosto de ver pais beijarem os filhos na boca

Não gosto de aranhas, osgas e tenho pavor de cobras 

Não gosto de dormir com portas fechadas, ou escancaradas, nem com estores cerrados

Não gosto de gente cagona, que se faz valer das pessoas que conhece ou da profissão que tem. Menos ainda, que se fazem valer do que podem comprar, principalmente, se compram pessoas 

Não gosto de anonimatos em chamadas, mensagens, ou semelhantes. Não gosto de não conhecer as caras que me fazem mal

Não gosto da mentira e odeio a omissão. Omissão é uma mentira cobarde

Não gosto de fazer jantar. 

Não gosto de gente mole (nem de rabos moles)

Dizer que acabou pode ser amor

Ontem tive uma conversa absurda com uma pessoa que diz amar outra. Eu só acho que ela tem problemas graves para resolver. Aquilo que ela fala não é amor, é uma doença. É perverso, é mesquinho, é doentio, é inútil, é um sofrimento atroz e não tem qualquer justificação. Descreve situações humilhantes, muitas provocadas por ela própria, e remata tudo com "mas eu gosto dele"... 

Faz-me pensar que aquelas histórias de grandes amores como Pedro e Inês talvez não sejam tão bonitas como gosto de pensar, talvez sejam só loucura. O amor não é assim. Quando passa a ser uma coisa que machuca, que humilha, que faz chorar sistematicamente, que nos impede de querer ser e fazer o outro feliz, já não é amor. É outra coisa qualquer que deve acabar.

Está aberta a época da tortura!

Os aniversários das sobrinhas e Natal é pior que tortura chinesa. Uma pessoa passa horas e horas a pensar no que vai comprar, tem uma ideia fabulosa e compra e depois conta os dias para poder entregar a quem de direito. Chego a pedir que me peçam pistas!... Que faço questão de aldrabar para não adivinharem!

Como tenho muito tempo para pensar no assunto, fico com dúvidas. Será que vai gostar? Será que vai perceber qual foi a ideia? Será que acha que foi em último recurso? Ou então o contrário: de tão genial que me acho, fico em pulgas para ver a surpresa de quem vai receber.

Uma tortura, é o que vos digo. Nem sei como aguento.

Fofice do dia

Mana - Podíamos experimentar o Kangoo Jump...

Eu - Mas isso é mais do mesmo, só trabalha as pernas e as minhas já estão bem assim. Precisava era de mais aulas de localizada, para fazer abdominais...

Mana - Abdominais para quê?

Eu - Para tonificar a barriga.

Mana - Tonificar o quê? Gordura?

Eu - ...

És possessiva?

Com a minha caneta, sou. Há quem se apegue aos bichos, às plantas, ou qualquer outra coisa, eu gosto de ter a minha caneta. É simples, escreve preto e é minha. Sou uma pessoa razoável, sensata, mais ou menos paciente, sem grandes atritos com os outros mas não mexam na minha caneta! Aliás, podem mexer, mas NÃO A LEVEM! E não a roam, não a metam na boca, não percam a tampa. Fico logo desorientada!

Comecei por esconder a caneta na minha gaveta, descobriram e levam-na. Optei por levá-la na mala e traze-la todos os dias. Não adianta... Se calho a ir à casa de banho, quando regresso já não a tenho. Tenho que andar a procurar nas secretárias todas porque, adivinhem, ninguém lhe mexeu! 

Ainda vou comprar uma caixa de canetas e vão ver-me com os bolsos cheios delas...

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