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Rir e Comer Bolachas

Momento Alta Definição

No sábado passado deu no Alta Definição uma entrevista com a Sofia Ribeiro e ouvi vários comentários sobre a mesma. Que tinha tido uma vida difícil, que se tinha emocionado, que uma lata de atum dava para várias refeições. Que parecia muito arrogante e que, vai-se a ver, e não era nada disso. Ora eu, que tenho um bocadinho de Sofia Ribeiro (ali na parte do arrogante apenas, que eu sou bem mais gira que ela, claro está!) pensei logo que precisava de uma entrevista também. Isso era coisa para resolver alguns problemas que tenho, relações cortadas de forma pouco clara ou coisas mal esclarecidas, enfim, umas cenas.

 

 

Infelizmente, não me parece que vá ser convidada (nem se percebe porquê) mas dava-me jeito. É que aquilo que eu pareço e aquilo que sou são coisas muito, mas mesmo muito, distintas. E se pareço ter um ar altivo, e arrogante, não é nada assim que estou na vida. Tenho cara de má quando estou séria mas não faço mal a uma mosca, é a cara que é assim, pá. Reconheço que não sou simpática, nem particularmente afável, na primeira impressão mas não é por mal, é só feitio, depois "passam-me a mão pelo pêlo" e eu derreto-me toda. Custa-me sair da minha própria casca e não dou, por isso, grandes ares de simpatia. Compreendo que os outros também não adivinham, e não perdem muito tempo a tentar descobrir se há mais do que aquilo que parece, porque há gente mais agradável e descomplicada e pronto, end of story, que a malta tem mais que fazer. Eu percebo. Mas tenho pena. Se calhar, se conhecessem a minha história tinham outra impressão. Ou não. Mas eu gosto de acreditar que sim.

 

Venham daí as perguntas, Daniel. E os meus olhos dizem que vejo mal, muito mal, miopia, sabes? Pergunta lá se me devem um pedido de desculpas, vá lá, vá lá.

 

E, já agora, a Sofia Ribeiro nunca me pareceu arrogante, segura de si, sim.

Este blog foi abandonado...

E nem foi pelos leitores, foi mesmo pelas autoras. Uma (a Bolacha Maria) escreve de ano a ano e "ah e tal, não tenho nada para dizer", a outra (me, me, me) decidiu que este era o ano de mudar tudo e é vê-la numa roda viva (sem sair do sítio), sempre esbaforida, a querer ir a todas. E sem nada para dizer também.:)

 

Verdade seja dita, as mudanças, mais internas que exteriores, têm dado frutos e houve coisas que consegui, realmente, mudar. Claro que há mais para mudar mas o mote é "uma dentada de cada vez", que é para ver se não me engasgo. E eu escrevo imensos posts, todos mentalmente e até cair de sono, mas escrevo. É que, mesmo com mudanças, o tempo não estica, e para escrever (que é, no fundo, conversar comigo) é preciso tempo e tempo de sossego, não o mesmo tempo que ocupo a trabalhar e estou concentrada noutras coisas, ou o tempo de vegetar frente à tv, que descobri ser uma forma de descomprimir e não pensar em nada. Mas vou tentar. Tenho saudades.

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