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Rir e Comer Bolachas

Por cá é assim

Já disse aqui, em tempos, que 90% do espírito natalício que se apoderou da minha pessoa deve-se ao facto de termos aderido, em família, ao amigo secreto. Somos muitos e comprar uma prenda de, imaginemos, 10 euros a cada um, seria um rombo no orçamento. Para não falar da dor de cabeça que é puxar pela cabeça para escolher uma coisa com significado, que saibamos ser apreciada e que não se tenha repetido... Para resumir - um inferno. Mas nada disso acontece, somos para cima de muitos e cada um escolhe um envelope secreto (este ano foi um post-it mas isso não interessa nada...) e fica-lhe destinada(o) o amigo secreto desse ano. Só participam os adultos e com as crianças mantém-se como os pais destas decidirem.

 

A mecânica é esta, a realidade mete particularidades como tentar descobrir quem é o amigo de quem, dar pistas falsas, enfim... É mesmo, mesmo giro. E saudável. Ficamos, até, com mais disponibilidade mental para aproveitar esta época, que deveria ser de paz e acabaram-se as lamúrias de que "isto é bom é para o comércio".

 

Ainda não comprei a prenda do meu amigo, ou minha amiga, porque não me consigo decidir. E quero fazê-lo sozinha para despistar alguém curioso, não vá a loja denunciar-me. De qualquer forma, é cedo para comprar a prenda... Depois fico com vontade de dar, de dizer o que é, de dar pistas... Uma autêntica gaiata!{#emotions_dlg.painatal}

Um orgulho

E hoje a sobrinha mais nova faz anos. E começámos a festejar à meia noite, depois de a termos visto em palco, linda que ela só. Não é por ser minha sobrinha mas era a bailarina mais bonita que lá estava (e estavam muitas).

De modos que hoje sai mais um miminho para outra das minha gajas!{#emotions_dlg.drool}

Da rabugice natalícia

Sou bastante natalícia mas noto que, de ano para ano, as pessoas à minha volta vão-me tirando a vontade de cantarolar o Let it snow e enfeitar a casa toda. É como a má disposição alheia que, de tão densa e rotineira, acaba por contagiar. E ouvem-se sempre os mesmos lamentos "Que a crise não deixa festejar o Natal", 2isso acabou, agora é tudo negócio e não há dinheiro", "o natal é para as crianças, isso já não interessa nada, é bom que passe depressa". Balelas. Excluo aqui as pessoas que estão com muitas dificuldades económicas para meter comida na mesa, seja natal ou não. Ou pessoas doentes. Ou de luto. Todas as outras não gostam do natal como não gostam do resto dos dias, não têm vontade de celebrar com a família quando, muito provavelmente, nem se lembraram que a família existia e nem uma mão esticaram para telefonar e estreitar a distância (física) existente. O natal é uma época tão boa como qualquer outra para partilharmos o que a vida tem de melhor: as nossas pessoas. É o cheiro a comida quente, a bolo-rei e coscorões, a beijos doces e crianças em ânsias, são os jogos de tabuleiro e de cartas, batotice à mistura, é a bacalhau cozido a navegar em azeite, é ver filmes com mantinhas nas pernas... Enfim, é um dia extra (ou noite, vá) para estarmos juntos. Se o natal para nós é a parafernália de prendas, listas para não esquecer de ninguém, convidar por obrigação e cumprir calendario, então, fizemos alguma coisa mal durante o resto do ano.

Natal é uma coisa boa. Das melhores que há. {#emotions_dlg.painatal}

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