Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rir e Comer Bolachas

Três coisas que quero fazer este verão

 

- A proveitar os dias de sol e calor na praia

E não lamentar o resto do ano todas as vezes que não fui. Por estar gorga, por querer dormir, porque a viagem cansa-me, blá-blá-blá

 

- Ser feliz

Cada vez mais me convenço que é preciso trabalhar, no duro, para ser feliz. É preciso vontade e muito trabalho, e quero isso para mim, não apenas no verão mas nas outras estações. Se eu estiver feliz, faço felizes os meus.

 

- Continuar a perder peso

Ainda que sejam 100 gramas de mês a mês, sinto que estou a ganhar saúde e energia. Lá para 2019 estou no ponto...

Medidas de fresca data

Ainda no sentido de melhorar as finanças lá de casa mas sem estar relacionado com o desafio, há certas coisas que faço mal e posso corrigir.

Só tenho uma cuba no lava-loiça e não tem rolha, o quer quer dizer que lavo a louça e passo por água limpa tudo na mesma virada e com a água a correr... Não é de admirar que uma fatura de água de 33 dias seja de 34 euros! Solução: Tenho que comprar uma rolha e um alguidar.

Nos banhos vou meter um temporizador de cozinha. Depois da campaínha o esquentador é desligado.{#emotions_dlg.evil} Com o tempo quente não é tão necessário mas no inverno vai dar um jeitaço!

 

(Depois de almoço vou fazer as contas ao dinheiro que já sumiu. Medo.)

O desafio do mês de junho

Já hoje é dia 3 e ainda não escrevi aqui do que se trata. Porque não quero fazê-lo sem contextualizar, e contextualizar é difícil. Mas agora é uma altura tão boa como qualquer outra e cá vai.

Já escrevi e apaguei uma série de vezes. É difícil esta sensação de falhanço. Sabem quando ouvimos dizer que "gastámos mais do que podíamos" e ficamos a olhar para a nossa vida para perceber onde raio foi parar esse devaneio que tivemos? Onde estão as grandes compras que nos levaram a esta crise? Onde estão os bens ou a vida de lorde que levamos? É mais ou menos assim que me sinto. Não tenho nada de extraordinário (vivo num t2 no c* de judas e o meu carro é de 98, por exemplo) mas não tenho dinheiro. Passo a vida a pensar que, se me acontece alguma coisa, não tenho um fundo de reserva, um pé de meia. Passo o mês à espera que chegue o ordenado e, mal vem desaparece, como se não estivesse lá estado.

Como é que cheguei a este ponto? Se por uma lado é fruto de uma série de acontecimentos, por outro, é por não ter parado para pensar. Porque é mais fácil pensar que amanhã pensamos nisso, e momentaneamente fica resolvido. O meu ordenado é pequeno, tenho uma criança com onze anos e engordei muitos kilos em quatro anos (nem as cuecas serviam...). As despesas são muitas e a verdade é que, quando me sentia mais em baixo, comprar uma peça de roupa ou um par de sapatos (da seaside ou primark, atenção!) dava sempre um novo ânimo. Pelo menos, durante dez minutos.

Explicações aparte (ninguém gosta de ser uma "desgovernada"), a vida que levo é cara demais para o ordenado que tenho. Ponto. Não compro roupa há meses, ando com umas sabrinas oferecidas, já cortei em gastos como internet mas, ainda assim, levo uma vida de excessos. Porque uma coisa é a contabilidade e outra coisa é queremos viver(ou ter ou fazer) aquilo que achamos ter direito. E estou farta. Farta do cansaço mental, da frustração que é, do medo que sinto do amanhã, tanto por mim como pelo meu filho, que de mim depende.

E então que é isto. O desafio é gastar, no máximo 120 euros com alimentação e extras. "Ah e tal mas isso não é nada de especial! Com metade desse valor alimento uma familia de 9" Pode não ser nada de especial para alguém mas é para mim. É um sacrifício na medida em que vou deixar de ter ou fazer coisas que me dão prazer. Comecei a descontar todos os tostõezinhos que gastei até agora (contei dia 31 também) e acho que me vou esbardalhar antes do fim do mês mas há que ter fé.

Raios me partam se não hei-de ir de férias descansada.

Pág. 2/2