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Rir e Comer Bolachas

Dia 9

Fiz o nº8 e o 22. Juntei todas os logins e passwords (que me lembrei) numa folhinha word. Demorou 2 minutos a fazer... E andava há meses para fazê-la. Não havia necessidade. Entretanto, lembrei-me que me esqueci do pin do telemóvel outra vez... Enfim, tenho mais problemas do que pensava.

 

O mérito do nº 22 é do meus vizinhos.:) Mas conta na mesma! Há meses que não tocava num livro. E demorava sempre tanto tempo a lê-lo que acabava por perder todo o sentido, a história já nem era fluída, nem me entusiasmava. Ainda tenho um com um marcador a meio, que nunca mais lhe toquei.

Vizinhos, Take II

Continuam.

Juntinhos de fresco, conversam e riem até tarde e, depois, fazem o amor com todos os gemidos a que têm direito. Se não fosse até às 3h30 da manhã, eu até era capaz de achar graça.

Chamar a GNR é complicado (eu ia escrever inútil mas corrigi, que quero ser uma pessoa com esperança) até porque, ontem por exemplo, o barulho que eu ouvia devia-se muito mais ao facto de as casas serem de qualidade miserável do que falta de civismo. As casas não deviam ser feitas de papel... Eu não devia poder ouvir gemidos, mudanças de posição de interruptores de luz, nem a máquina de café a funcionar, nem os gases dos meus vizinhos. Sim, ouço nitidamente.

Repeti para mim mesma que, se comprar mais algum apartamento, será no último andar.

 

Dia 5, 6, 7, 8 e uma confissão

No dia 5 fiz o nº 10. Parece uma coisa simples, não parece? Mas eu, com a mania das pressas e de que tenho uma memória de elefante nunca faço isto. Resultado: várias embalagens de um produto e outro qualquer com um restinho que não chega para uma única vez.

Agora posso afirmar que tenho os meus "básicos". O que vem facilitar uma série de coisas por consequencia.

 

Dia 6... O meu dia foi mais ou menos isto: acordei a praguejar e atrasada, fui a correr para o trabalho, vim a correr para casa, fui a correr ver o exame de graduação (taekwondo) da minha criança e vim a correr para casa. Exausta, rabugenta e com fome. Apaguei no sofá até às 5 da manhã, hora em que me fui deitar na cama até ser acordada porque estava (adivinhem) atrasada para almoço na casa dos meus pais. Dia 7. Depois foi passeio com a família, quando regressei à base fiz jantar e abanquei no sofá de seguida. Cansada.

 

Dia 8. Hoje. Agorinha mesmo. Nada.

 

Estou a fazer tempo para serem horas de mandar o miúdo para a cama, caso contrário, ia já. Ando impossível, reconheço. Não sei se é abstinência pela ausência de medicação, se é cansaço, se é falta de paciência, se tudo junto, só sei que ninguém me pode ouvir e, quanto mais me dizem isso, mais revoltada fico. Não estou, de facto, numa fase boa. Ou num dia bom, vá. Espero que passe rapidamente.

 

Amanhã darei continuação ao desafio.

Vizinhos

Não sou uma pessoa muito sociável, admito. Sou simpática depois de conhecer as pessoas mas não faço o mínimo esforço para as conhecer, não é por mal, apenas acho que não tenho tempo para dar a toda a gente e ocupo-me com as pessoas que me são importantes. Como é óbvio, sou educada e digo bom dia e boa tarde, seguro a porta para entrarem e essas coisas, mas dificilmente me verão na conversa com vizinhos. Outra vez, não é por mal. Não tenho interesse em conhecer, aprofundadamente, todas as pessoas que se cruzam comigo, e os meus vizinhos são apenas pessoas que se cruzam comigo mais vezes. Adiante.

Se não tenho muita afinidade com os meus vizinhos, com o do primeiro andar tenho uma antipatia crescente. Mudou-se há pouco tempo. Nas primeiras semanas correu tudo lindamente, tirando um ou outro episódio mais incómodo, depois os incómodos tornaram-se mais vulgares e, agora, resolveu ter companhia... Eu não tenho nada contra o amor, pelo contrário, faz as pessoas mais felizes, mas eu gostava que fizessem o amor a horas mais próprias. Na impossibilidade de organizar melhor horário, façam o amor de forma mais silenciosa, a malta cá de baixo agradece não acordar de madrugada a pensar que alguém está muito aflito!

Ontem à noite, ainda trouxeram mais um casal. Não me interessa nada o que lá fazem, é-me igual, mas dá para fazerem menos barulho? É que às 00h20 entrarem pelo prédio adentro, com botas de motard, a falar como se ainda tivessem os capacetes pelas orelhas abaixo, a rirem muito, e conversarem quase aos berros e ainda meterem um filme no seu home cinema num volume alto o suficiente para se perceberem os sons, não é nada fixe!

A sério, dá cabo dos nervos de qualquer santo estar na cama e não conseguir adormecer. Só conseguimos ouvir aqueles sons, não dá para nos abstraírmos e vemos as horas a passarem e a aproximar-se a hora de sairmos da cama e nada de descansar. Eu calculo que tenham horários diferentes dos meus mas há limites! Há regras para viver em prédios. Há leis que exigem quietude a partir de determinadas horas.

 

Tenho sono, tanto sono que me custa pensar.

Dia 4

Ontem foi um dia difícil. Depois de jantar, fiquei com dores de estômago e sem disposição nenhuma. A minha vontade era ficar deitadinha no sofá, quietinha, à espera que passasse mas tinha o desafio para cumprir. Olhei para a lista e pensei que não iria fazer nada do que ali estava, embora tivesse planeado antes dedicar-me às gavetas de meias e roupa interior. Humm... Que fazer, então? Não ia desistir de outro desafio, isso não!

Acrescentei um item, o 18, à lista (de caminho, atualizei-a) e dediquei-me a ele.

Foi o melhor que fiz. e siga a dança.

Pois que esta menina pintou o cabelo, hidratou-se profundamente (os cotovelos e calcanhares agradeceram tanto...) e pintou o que sobrava das unhas. Sim, confesso-me, tenho roído as unhas. Chuinf. Só consigo resistir a este hábito quando tenho as unhas cuidadas e pintadas, como ultimamente, ando com verniz descascado (dói escrever isto) não resisti e foi o descalabro. Para castigo, faz-me impressão ter as unhas tão curtas, é um desconforto que não fazem ideia... Mas estão sem peles e pintadas. E o cabelo ficou giro que se farta.

Foi um upgrade na minha pessoa e soube-me pela vida.

Update do desafio

Ontem fiz o nº15.

Não sei qual é a explicação mas tenho andado a fazer as tarefas sem ordem entre si, como seria mais fácil, por exemplo, começar pela cozinha e ir fazendo tudo o que diz respeito aquela divisão. Não, eu sou um bocado estranha, por isso, agarro nas listas (mentalmente) e faço o que me apetece fazer na hora.

Fotos não tenho. Nem risquei o que já está feito. A sério, se o trabalho enriquecesse alguém, estaria milionária. E agora também não posso adiantar mais nada porque vou a correr fazer a caminhada. (Bonita construção de frase)

 

Ah... E agora não tenho net em casa. Contenção de despesas, ouviram falar? Ando armada em monja. Mas continuo pobre.

Fui.

Desisto

Tinha dois desafios para abril, um deles é não refilar durante o mês inteirinho mas não consigo. Logo que abri o mail esta manhã entrou-me um  sapo pela boca dentro e o sacana do sapo não desce nem com água, nem com pão, nem com um cafezinho (que não posso beber porque não há máquina).

Desisto. Desisto a dia 4, sou uma fraquinha, eu sei. Mas, enquanto refilo, iludo-me que tenho algum poder, que posso alguma coisa. E alivio o fígado, pobre coitado, que se mói e remói cá dentro.

Inspira, expira.

Inspira, expira.

Pelo abdómen. Diz que faz mais efeito.