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Rir e Comer Bolachas

Destralhar a casa - 2º Episódio (sem fotos)

Destralhar a casa de banho

 

Revelou-se muito rápido porque tinha feito uma coisa do género durante o fim de semana.

  1.  Na banheira tenho uma banheira (miniatura) transparente que alberga as coisas da gaja lá de casa, que são a larga maioria, e o resto fica ao lado nos azulejos no topo da banheira, que servem para esse efeito (tipo bancada).
  2.  As toalhas que lá estão penduradas num cabide de porta são as que estamos a utilizar, todas as outras estão arrumadas noutra divisão.
  3. Em cima do lavatório só está o copo das escovas de dentes e o sabonete líquido. No espelho por cima do lavatório, que tem uma prateleira, não está nada... O que dá imenso jeito para colocar os cremes de rosto, desmaquilhantes, maquilhagem, fazer sobrancelhas e afins quando necessito - quando não estão em uso, estão numa bolsa no armário ao lado.
  4. No armário (único) da casa de banho tenho toda a parafernália a uso nas prateleiras da seguinte forma: 1ª de cima tem toalhas de rosto a mais porque dá jeito (enrolar o cabelo, etc); as seguintes por morador, cada um com um cesto e respetivos acessórios. Onde tem porta ficam as restantes coisas pertencentes ao espaço - papel higiénico, alcóol, acetona, lâminas, etc.

Provavelmente, é o sítio mais organizado da casa. Estranho.

Destralhar a casa - 1º (longo) Episódio

A bem da minha e vossa sanidade mental, recuso-me a mostrar tudo mas, para vergonha da minha cara, mostro umas coisas, só para verem o nível a que chego, aliás, chegava, por causa da preguiça:

 

Apresento-vos um 2 em 1: uma cadeira linda, que adoro e foi-me oferecida pela minha mãe, que não cabe em lado nenhum (veio da minha antiga casa que era 2 vezes maior) e o resultado de um destralhamento que nunca foi (percebeste, CristinaS?). Resumindo uma longa história: não sei onde arrumar aqueles monos. As pastas são o resultado de 7 anos sem organizar um papel, a não ser IRS porque é de lei... A bolsa estava na casa de banho com coisas que nem me lembrava e depois de destralhada... foi para a gaveta ao lado! Sim, eu sei, o meu caso é grave. Mas sou uma mulher de fé.

 

Peço desculpa pela foto, tirei com telemóvel e a claridade exagerada deve-se ao facto de ter cortinados para pendurar há dois anos... Não comecem já a abanar a cabeça com ar reprovador porque há mais. Siga.

 

Isto é a minha mesa de cabeceira. Muito se pode dizer acerca do conteúdo mas digo apenas que, depois do banho, sabe-me bem sentar na beira da cama e besuntar-me de creme, pintar as unhas, secar o cabelo, etc. Pareceu-me bem ter tudo aqui espalhado e o secador ligado à corrente e tudo...

 

Como o objetivo era destralhar visualmente o espaço, consegui cumprir embora tenha um longo caminho a percorrer. Mas enquanto caminho, respiro de alívio e descanso as vistas.

- As pastas continuam sem "casa" certa mas, por agora, estão dentro do armário - não incomodam e não é prioritário.

- O conteúdo da gaveta foi quase todo para dar, se tiver coragem para tal. Pergunto:É (f)útil dar a uma instituição social cremes, sabonetes e coisas que ainda podem ser utilizadas dado o estado de uso? Não são bens de primeira necessidade mas deitar no lixo não me parece uma boa opção. Já alguém pensou nisto ou sou eu que sou estranha?

- Os livros voltaram para a estante; as revistas foram para a reciclagem; o secador para o lugar dele; o boneco que também lá estava foi para o lixo (estava partido);

 

Ainda estão aí? Cá vai o depois:

e

 

Como estou "em obras" no quarto, não destralhei o outro lado - lá chegarei...

 

         

Destralhar a casa em 7 dias (by The Busy Woman and the Stripy Cat)

 

A fantástica ideia de fazer este desafio é da Rita do blog Busy Woman and the stripy cat e eu quero muito desafiar-me.

Antes que vocês digam que eu sou uma vergonha e que não cumpro nada do que prometo, tenho a dizer que já melhorei muito. Não tanto quanto gostaria, é certo, mas tenho vindo a educar-me. Para isso, procuro inspiração e motivação em quem sabe, em quem já conseguiu e continua (este blog é um excelente exemplo). Além disso, isto é uma aprendizagem, não é para se fazer mas sim, para ir fazendo - são mudanças a interiorizar e para adaptarmos a nós, à nossa realidade.

 

Ainda das promessas que não cumpro: isto não é uma ditadura. Estas mudanças servem para trazer bem-estar e não para ser mais uma frustração por não conseguir cumprir, criteriosamente, todos os prazos e/ou objectivos. Certo? Certo.:)

 

Então? Mais alguém alinha? Ninguém tem tralha acumulada? Roupas à espera de costureira, calças que já não servem mas que ainda temos esperança que em 2017 venha a servir? E 65892 velas que foram sendo oferecidas ao longo do tempo e nunca foram gastas, à espera de dias de festa? Ou copos para martini, como a CristinaS tinha a fazer peso num armário?

Depois cá venho contar o que aconteceu...

(Só não prometo que consiga destralhar o quarto do puto, mas tentarei)

A gente não é burras, a gente é distraídas

Fui, de propósito, buscar sopa a casa dos meus pais, depois de chegar a casa preparei o jantar para o Dinis, ao mesmo tempo arrumava louça, estendia roupa, enfim... coisas de governanta lá do galinheiro. Abanquei-me a jantar e só me lembrei da sopa enquanto arrumava a cozinha. Esperta.

Tiro uns morangos do frigorífico, pesquiso receitas pouco calóricas com morangos inclusos, começo a fazer já com quantidades aldrabadas para ficar menos doce, faço gelatina, trituro morangos, bato as natas, misturo leite, corto os restantes morangos, meto na forma, tapo com película aderente com cuidado para não entornar e penso "eh pá, foi mesmo à conta... será que isto solidifica? Sim, (eu respondo-me porque sou educadinha) solidifica porque tem a gelatina... Ah!!!! ESQUECI-ME DA GELATINA. Bolas!" Ok, não disse bolas, disse uma coisa pior.

Vou tomar banho- levo a trouxa toda, dispo-me já a pensar no que preciso de deixar preparado para o dia seguinte, abro a torneira, entro na banheira, e... óculos todos molhados!

E admiro-me quando o miúdo vai para a escola sem mochila{#emotions_dlg.hide}...

O que é um blog, pergunta o Sapo.

Um blog é, gramaticamente falando, uma palavra que não sei como escrever. Será blog ou blogue?

 

O meu blog é um hobby, é das poucas coisas que faço por mim e para mim. Há dias em que o blog é uma forma de registo de situações, de fases, de idade e experiências, para memória futura; outros dias é uma forma de encontrar gente amiga em horários desencontrados, sem que seja necessária a presença ou a voz; há dias em que serve apenas para descontrair e falar de futilidades, e outros para refletir e dar ordem ou lógica aquilo que pensamos e sentimentos.

 

O blog dos outros é um vício que me permito. Uns para me entreter, outros para pensar diferente e outros ainda para me sentir mais "normal" e lembrar-me que vidas e pessoas perfeitas só mesmo no filmes, e não são em todos - até aí há que escolher bem!

 

Os pais, esses seres perfeitos que tudo sabem e tudo viram

Os pais mentem, são uns aldrabões descarados e mal-amanhados que vão inventando à medida da necessidade e da imaginação. Com o passar dos anos a tarefa complica-se, é só o que vos digo.

Começa quando eles são pequenos e com coisas inocentes como "a mãe já vem, ficas aqui só um bocadinho" e lá ficavam 8 horas diárias (a brincar) à espera que a mãe chegasse para os levar para casa novamente, gradualmente a coisa toma proporções complicadas de gerir - é mentir para educar. Eu ERA a favor da honestidade até ao dia das perguntas pós educação sexual, e quando já contamos dois casamentos, não há honestidade que nos valha. Depois deste dia, as perguntas sucedem-se, os temas mudam mas as mentiras... não. Claro que não faltava às aulas, claro que não mentia descaradamente aos meus pais, claro que estudava. Refilar com a minha mãe? Nunca na vida. Fumar na adolescência? Deixar tudo desarrumado? Esquecer-me de tudo? Deixar tudo para o último minuto? Na. Palavra de mãe.

Coisas minhas

Tenho andado ausente, não só do blog mas ausente na medida em que pareço em modo automático. Faço as minhas coisas, trato do que há para tratar, e não penso nas coisas. Nos porquês, nas razões, nos e se?. Funciona muito bem, deve ter sido algum mecanismo que aprendi ou a venlafaxina, seja o que for, a malta aqui agradece. Claro que sabia ser temporário.

Sem qualquer termo de comparação mas comparando, lembro-me de José Pedro Gomes referir que quando ficou inconsciente não viu "a luz", não conseguia fazer revelações extraordinárias de quase-morte ou coma ou o que fosse, nada... Era exatamente a mesma pessoa que era antes do "apagão", não estava mais grato pela sua vida que antes, e muito menos mais sábio, e eu sinto-me assim. Felizmente, não se trata de saúde embora pudesse tecer aqui grandes considerações acerca de ensinamentos da vida. É uma treta, é o que é. Há que aguentar, suck it up.

Melhores dias virão, piores também, neste momento estou apenas grata por aquilo que tenho, tanto o que me coube em sorte como o que construí. Tenho vindo aos tropeções mas, no final de todos os dias e quando o mundo sossega, vou dormir a desejar que um novo dia comece para fazer melhor, ser melhor, e contribuir para a felicidade dos que estão comigo sendo o mais feliz que consigo. Sou uma gaja porreira e tenho um filho bestial. 

 

Horticultura

Ontem comprei dois vasos, para transplantar, de salsa e tomilho. Os anteriores não resultaram, acabei por meter tudo no lixo - terra e tudo, porque aquilo tinha um aspeto duvidoso!

Transportei tudo com muito cuidado, mudei logo de vaso, a terra estava húmida e deixei como estava. Antes de me deitar fui à cozinha e olhei para o parapeito da janela e sorri- o vaso da salsa parecia uma cabeleira verde e viçosa. Pensei que iria aproveitar para aromatizar o jantar de hoje e deitei-me.

Esta manhã ia tendo um fanico! Como é que é possível eu conseguir assassinar uma vaso de salta tão viçoso em 7 horas? Parecia que tinha arrancado a salsa da terra e tinha deixado ao sol, nem a salsa que guardo no frigorifico murcha em 7 horas! Aproximei-me para examinar aquele fenómeno e até falei sozinha... Caramba! Em sete horas?? O que é que eu fiz mal? Ou não fiz e deveria ter feito? Nem um pé de salsa estava na vertical, estava tudo caído e tão murcho que os pés enrolaram-se uns nos outros...  O Dinis ao ver o meu desconsolo ainda disse a medo "O tomilho ou lá o que isso é ainda está normal, mãe..." Sim, ainda. Vamos ver o que acontece durante o dia - com um bocadinho de sorte, o tomilho ainda sai sozinho do vaso e salta para o caixote do lixo sozinho!

Se a minha vida depender da horticultura estou bem lixada!

A fauna que se come lá em casa

Estou farta de rir sozinha a lembrar-me de uma das minhas maiores parvoíces!

Há uns anos atrás, às 7 da manhã e ainda sem ter dormido, estava eu e outra pessoa a comer um belo queque de noz numa pastelaria na Ericeira. Eu, já cheia de sono, ia comendo o queque e vendo umas imagens que iam passando na TV - eram umas imagens publicitárias, do concelho, e iam mostrando a flora e a fauna da zona. Nas imagens aparece um ouriço e dá-se a seguinte conversa:

Eu - Olha, que engraçado! Há anos que não via ouriços! A minha irmã é que gostava muito daquilo.

Ele (a olhar para mim, com um ar entre o incrédulo e enojado) - Hã?!

Eu - Sim, ouriços. Um tio nosso costumava grelhar ouriços na brasa. Partiam-se ao meio, acho eu. Era miúda mas lembro-me de ver...

Ele - Que nojo!!! E como é que conseguiam apanhar aquilo?

Eu - Sei lá... Iam à pesca e apanhavam...

Ele- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAH

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Não são estes ouriços, eram ouriços do mar!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA