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Rir e Comer Bolachas

Pensamento adentro

Desde que me conheço que penso demasiado nas coisas. Penso no que é, no que não foi, no que poderia ter sido, no que será, penso tanto que muitas vezes não sei se já disse ou escrevi o que já pensei, e tenho de verificar. Outras vezes penso que já o disse sem tê-lo feito.

Penso porque o pensamento corre sozinho para onde quer, não para onde eu quero. Penso porque é assim que funciono, porque quero antecipar-me à dor que às vezes a vida provoca, não sendo tão dolorosa quanto a dor que imaginei. Como se pudesse prever a força com que um estalo é dado e a dor que inflige, e sabendo, não doesse tanto.

Pedem-me, muitas vezes, para não pensar tanto mas como se é assim que sou e funciono? Como, se para mim é tão natural como beber água quando sinto sede? Também eu queria o sossego de não me preocupar, de não pensar, e deixar-me embalar nessa tranquilidade que é ter todas as certezas. Como quando somos crianças e não sabemos mais.

Ah, como eu gostava de escrever assim!...

De manhã, quando chego ao escritório, tenho algumas rotinas: acendo luzes (não tenho luz natural), vou à pastelaria do outro lado do corredor, tomo um café e regresso para, durante 15 minutos, passar pelos blogues que me interessam.

 

E há uns que gosto mais que outros, mas este é um dos meus preferidos: "O trapo virou seda".

 

E aqui está o post que eu gostaria de ter escrito, se tivesse um pingo de jeito para a coisa:

 

 

 http://otrapovirouseda.blogspot.com/2012/02/sobre-maternidade-embora-possa-nao.html

 

 

Se me apetecia não trabalhar?

Apetecia. Apetece-me sempre. 

Depois acordo, sei que me faz falta a ao meu País também, e vou. Porque é um privilégio, uma benção, uma fonte de rendimento, uma fonte de prazer, e porque outros dependem disso.

Não sei como está o resto do país, aqui à minha volta está tudo parado. Mesmo querendo trabalhar, alguns não podem. Isto é que é um carnaval!

E se...?

Há um provérbio chinês que diz que, se alguém nos diz que estamos doentes, devemos ignorar mas se forem várias pessoas, então, devemos acreditar. Pelo menos, é assim que me lembro... Hoje lembrei-me do provérbio. Ando a sentir que o mundo anda virado do avesso, sinto que as pessoas falam demais ou falam de menos, que têm prioridades erradas ou andam alienadas e sem objectivos. Irrito-me, revolto-me, esperneio... Sempre fui muito emotiva, muito apaixonada, e vivo tudo muito intensamente. De vez em quando ouço alguém a dizer que exagero, que devo abrandar ou ignorar, e eu pergunto como, se o sangue corre-me nas veias, se sinto as coisas e as palavras tanto como o ar que respiro.

E se estão todos certos e eu errada? E se são as minhas prioridades as erradas?  E se eu sinto demasiado e devo sentir menos, para conforto de todos? E se deixar andar for o caminho certo? E se não pensar? E se não me preocupar?

Parece que é Carnaval

Uma hora de almoço passada a correr, num entra-e-sai-de-loja-sem-tempo-para-emborcar-um-café resultou em:

- calças pretas

- t-shirt de mangas compridas preta

- correntes para meter no bolso (trata-se de um colar mas vou disfarcá-lo)

- pulseiras com pregos, tachas e caveiras

- verniz preto (por empréstimo da sobrinha mais nova)

 

Agora só preciso de encontrar uma lata de spray para pintar o cabelo, com uma cor bem forte, abusar do eyeliner preto, e amanhã teremos um punk!{#emotions_dlg.ok}

 

Não me esqueci de nada, não?

Imagem retirada do Google

Qual é o animal mais parecido com o Sporting?

Não sou doente pelo Sporting, vejo jogos do Benfica (e chego a torcer por eles também), não concordo em quase nada com as escolhas do Sporting, mas sou sportinguista. Acho que o clube precisa de adeptos, apesar dos pesares.

Como trabalho maioritariamente com homens, que por sua vez são maioritariamente benfiquistas, o assunto futebol vem sempre à baila e sabem qual é o meu clube de eleição. Eles mandam piadas, fazem perguntas depois de derrotas, mandam imagens, eu sei lá, é um divertimento para os benfiquistas, mas nunca liguei nada a isso e facilmente "desligo". Mas há poucos segundos recebi esta pergunta, por mail: Qual é o animal mais parecido com o Sporting? Lembrei-me logo de lagartos esfomeados, leões deprimidos, o costume... Mas não! Era o golfinho! Vem à superfície, faz umas palhaçadas e volta para o fundo!

Ahahahahahahah!

 

Uma perguntinha

Porque é que quem não gosta deste dia (dos namorados) faz questão de estar com a neura?

Então não é um dia como os outros? Hmmm? Parece que fazem disso "cavalo de batalha"...

Ah! E podem ser queridos para a respectiva, podem sorrir à mesma, andarem bem dispostos, tudo... Elas continuarão a saber que não ligam ao dia. A sério, a sério.

{#emotions_dlg.lol}

Google rules

Acho que ainda não tinha dito mas penso muitas vezes: adoro as ilustrações comemorativas que o Google faz. Confesso que tenho muitas vezes que meter o cursor em cima das mesmas para saber que aniversário se comemora, para vergonha da minha cara.

Hoje não foi exceção (esta palavra soa mal escrita, segundo as novas regras) e achei o máximo. Tão giroooo.

Comportamento gera comportamento

As Empresas estão a querer incentivar colaboradores a trabalhar mais e melhor. As mais endinheiradas optam por patrocinar eventos cujos oradores defendem a criatividade e energia para ultrapassarmos as dificuldades actuais, as que não têm dinheiro para isso, fixam objectivos. Muitos inalcançáveis, e lá se vai o empenho, mas isso são contas de outro rosário, voltando à "vaca fria", dizem estes oradores (acho que todos conhecem o Miguel do famoso "bater punho", é um deles, por ex.) que "comportamento gera comportamento" e que temos que ter boa disposição, energia, contrariar o fado que há em nós, a tendência para a desgraça, etc, e eu concordo com isto tudo. Mas depois meto-me cá a pensar para os meus botões, o facto de eu andar bem disposta vai fazer com que alguém também fique, por contágio, mas fará com que eu venda? Porque o problema, muitas vezes, não é falta de vontade de comprar, é falta de dinheiro. Ou de crédito. E aqui de que me vale a boa disposição? Nada. Tal como a má, dizem muito bem. Mas não resolve! E o que poderia resolver?, é a pergunta que se segue. A curto prazo não faço ideia! Não faço, admito. Espero que haja quem saiba, alguém com ideias e soluções válidas e responsáveis, quais treinadores de bancada. A médio/longo prazo ocorrem-me várias, e todas elas, provocam uma vontade quase irreprimível de obrigar toda a gente que conheço a meter em prática (e deve ser por isto que nunca chegarei muito longe:), que no fundo se resumem a duas, a saber:

 

1- Responsabilizar as pessoas para as suas acções e atitudes. Parece óbvio, não? Mas cada vez mais sinto o desleixo em quem trabalha, porque ganha mal, porque sai tarde, porque o patrão é do pior que há... Certo. E quem é mal atendido/servido tem culpa? As pessoas são livres; se têm de se sujeitar, aguentem-se ou reclamem onde e quando devem,mas, nada de trabalhar mal! Há gente que ainda não meteu na cabeça que recebe ordenado para desempenhar uma função! Tem um horário para cumprir, uma tarefa em mãos, e gente que depende dela, seja um cliente ou um colega de profissão. Quantas pessoas podem ser prejudicadas só porque alguém esteve a socializar no Facebook?? Deviam ser conscientes. Se não são, terão de ser responsabilizados por isso. Já chega de encolher de ombros, e de deixa andar.

 

2- Respeito. Respeito pelos funcionários, como se exige respeito pela entidade patronal, respeito pela sua família, pelos seus horários, pela sua própria vida que há-de mais muito mais além que a sua actividade profissional. Um trabalhador contente é mais produtivo do que um descontente, por mais ameaçado que se sinta. Ponto.

 

Se comportamento gera comportamento, vamos começar pela raiz do problema e sermos todos mais responsáveis e eficientes. E baixar as orelhas quando nos apontarem algum erro em vez de nos desculparmos com o buraco do ozono e com a crise, e humildemente, aprender a fazer mais e melhor.