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Rir e Comer Bolachas

Da rabugice natalícia

Sou bastante natalícia mas noto que, de ano para ano, as pessoas à minha volta vão-me tirando a vontade de cantarolar o Let it snow e enfeitar a casa toda. É como a má disposição alheia que, de tão densa e rotineira, acaba por contagiar. E ouvem-se sempre os mesmos lamentos "Que a crise não deixa festejar o Natal", 2isso acabou, agora é tudo negócio e não há dinheiro", "o natal é para as crianças, isso já não interessa nada, é bom que passe depressa". Balelas. Excluo aqui as pessoas que estão com muitas dificuldades económicas para meter comida na mesa, seja natal ou não. Ou pessoas doentes. Ou de luto. Todas as outras não gostam do natal como não gostam do resto dos dias, não têm vontade de celebrar com a família quando, muito provavelmente, nem se lembraram que a família existia e nem uma mão esticaram para telefonar e estreitar a distância (física) existente. O natal é uma época tão boa como qualquer outra para partilharmos o que a vida tem de melhor: as nossas pessoas. É o cheiro a comida quente, a bolo-rei e coscorões, a beijos doces e crianças em ânsias, são os jogos de tabuleiro e de cartas, batotice à mistura, é a bacalhau cozido a navegar em azeite, é ver filmes com mantinhas nas pernas... Enfim, é um dia extra (ou noite, vá) para estarmos juntos. Se o natal para nós é a parafernália de prendas, listas para não esquecer de ninguém, convidar por obrigação e cumprir calendario, então, fizemos alguma coisa mal durante o resto do ano.

Natal é uma coisa boa. Das melhores que há. {#emotions_dlg.painatal}

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