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Rir e Comer Bolachas

Do meu filho

Eu não sei se é evidente para quem me conhece, ou fala comigo, ou apenas lê, mas eu tenho medo de não ser uma boa mãe. Tenho medo de atrofiar o miúdo, ou de fazer dele uma pessoa insegura, ou até de ser demasiado exigente.

Não é um pensamento que esteja presente todos os dias mas quando preciso de tomar uma decisão, ou de o contrariar, começo a ouvir o meu grilo falante que de sensato tem muito pouco. Provavelmente é porque as minhas certezas são poucas, ou seja, não acredito em nada tão cegamente que me faça não duvidar. É assim desde que ele nasceu, sinto que ser mãe é uma coisa tão grande, tão avassaladora, que ainda me faz olhar em retrospetiva e ficar maravilhada por ter conseguido até aqui.

E esta conversa porquê? Porque começo a ver nele a personalidade a querer desenhar-se, a adquirir o seu próprio cunho, a ter as suas ideias e os seus pensamentos, e a ser um ser humano muito melhor que eu. E é um orgulho que não cabe mais em mim. Alguma coisa certa eu ando a fazer.

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