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Rir e Comer Bolachas

Da amizade, do perdão e do orgulho

De vez em quando a vida gosta de nos aparecer à frente e sem esperarmos, e obriga-nos a dar de caras com as novas convicções. Nessas alturas é que sabemos se aquilo em que acreditamos é aquilo que praticamos quando temos oportunidade, ou se, pelo contrário, na realidade agimos de forma inversa ao que foi apregoado. Ontem foi um dia destes.

 

Depois de cerca de 2 anos sem nos falarmos, encontrei uma amiga com quem fiquei muito magoada durante um período complicado em alturas difíceis na vida (profissional) de ambas. O que aconteceu na altura não é relevante para este texto, na medida em que, frente a frente e cara a cara, não fui capaz de me manter zangada, não consegui evitar sorrir, porque não se evita gostar de (re)ver alguém. Muito menos quando não temos tempo para pensar, e apenas sentimos.

 

Sim, estive e talvez ainda esteja sentida com ela. Continuo a achar que agiu mal comigo mas também sei que já a "castiguei" (atenção às aspas) tempo suficiente porque não lhe atendi o telefone, não respondi a mails nem sms. E gostei que ela viesse ter comigo em vez de fingir que não me tinha visto por ser mais fácil para ambas, sujeita a uma resposta menos agradável da minha parte.

 

Provavelmente por ser Natal, provavelmente por ser uma sentimentalona de primeira-apanha, é-me mais fácil perdoar quem tem coragem para perceber que errou e pedir desculpa do que quem se empoleira em cima da sua razão, porque a sua razão é sempre superior à dos outros.

Tal como as dores, ninguém sofre mais do que nós, nós é que sabemos.

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