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Rir e Comer Bolachas

A culpa é da Disney

Há certos conceitos que eu acredito que nos (eu e todas as crianças que cresceram com histórias) foram impingidos e que eu já tenho em total descrédito. O pior de todos foi o "e viveram felizes para sempre", ninguém falou nas dificuldades e acabou-se o conto no momento do enlace amoroso e a partir daí, que era sempre a descair, já ninguém contou história nenhuma. De seguida vem as madrastas e padrastos, são todos maus como as cobras, e têm filhas ainda piores. Há ainda as bonitas e boazinhas em detrimento das feias com verrugas e más, como se beleza fosse sinónimo de algo mais que a beleza em si. Vieram as histórias mais elaboradas da adolescência, hollywood e afins e vai-se a ver e tudo o que é oriental é de muita sabedoria e profundidade. Nada contra mas acho que, se há povo esquisito, é lá para os lados orientais.

 

Por falar em sabedoria, que era mesmo onde eu queria chegar, diz que a idade traz disso. Outra mentira. Não traz nada, traz rugas, peso, pouca paciência e muita flacidez, agora sabedoria nem vê-la. Por esta altura do campeonato eu já deveria ser exímia na arte de ignorar. Na arte de saber o que sei, avaliar a injustiça da coisa e engolir. Devia saber que há mais marés que marinheiros, que a seu tempo as coisas tomam o seu devido lugar e as pessoas aprendem a baixar a garimpa... Mas saber, saber, eu sei, mas só me lembro depois de sentir a azia, o azedume, depois de mandar uns coices valentes e perder toda a fé na Humanidade. Já acreditei que a vida encarrega-se de meter tudo no devido lugar, tipo história no final tudo se resolve, mas já não sei... Já eu, devia ter atingido aquele estado zen que tudo compreende e esquece mas gostava mesmo era que certas pessoas partissem a cremalheira toda. Para se rirem menos.

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