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Rir e Comer Bolachas

Dos medos

Sempre tive medo da passagem do tempo, de não conseguir evitar que as coisas mudem, para pior, de esbarrar com a morte das coisas (nem falo das pessoas). Sempre foram sinónimos, a passagem do tempo e a finitude das coisas. Sempre me afligiu ter de lidar com isso, por achar não ser capaz. Enfim, coisas de quem ainda não cresceu mas, a vida não se compadece dos meus medos, e tudo mudou. A única constante da minha vida adulta foi a mudança, e eu sempre a resistir, a fazer braço-de-ferro ou vista grossa, mas a vida mudou mesmo assim. Rege-se por regras que não são as minhas, ensina-me o que não quero aprender, apresenta os meus medos aos meus dias e eu tenho que viver com isso. Se não souber, aprendo, se não aprender, a lição repete-se.

Hoje dei comigo a pensar que há uma certa liberdade em ver os nossos medos acontecer. É mau mas já não há o que temer.

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