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Rir e Comer Bolachas

Da mudança

Às vezes cobram-nos a mudança, qualquer mudança, como se se tratasse de uma falha no nosso percurso, que temos que assumir, e corrigir para voltar a ser como era. Como se o facto de mudar alguma coisa, ou pequenas coisas, abalasse quem somos.

 

"Ah e tal, não eras assim", "não te imaginava a dizer isso", "tornaste-te uma pessoa diferente", são acusações que já todos ouvimos. Como se não fosse natural. Todos os dias somos influenciados por tudo aquilo que nos rodeia, seja pela comunicação social, seja pelos nossos filhos, pelos amigos, pelos desconhecidos que passam por nós na rua... Todos os dias agimos e reagimos, e se isso não modifica a nossa essência, modifica pequenas coisas que nos permitem (sobre)viver.

 

As pessoas habituam-se a ver-nos da forma que lhes é mais conveniente, habituam-se ao cuidado, à atenção, e se lhes falta deixamos de ser a pessoa que éramos antes para passarmos a ser "egoístas", "mau-feitio", esquecem-se que somos exactamente a mesma pessoa, mas passámos a reagir a qualquer coisa. E a mudança é benéfica para alguém, muitas vezes, nós próprios, não os outros. Aquilo que somos e damos aos outros não é uma promessa, nem um contrato vitalício, é uma demonstração daquilo que também podemos ser e dar, mas esperamos retorno. Não fazemos com essa intenção mas é óbvio que esperamos retorno, pode não ser da mesma forma, nem na mesma altura, mas esperamos que nos retribuam o que fazemos, especialmente se o fizemos com e por gosto, porque é no retorno que podemos identificar o mesmo cuidado para com a nossa pessoa.

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