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Rir e Comer Bolachas

Pensamento adentro

Desde que me conheço que penso demasiado nas coisas. Penso no que é, no que não foi, no que poderia ter sido, no que será, penso tanto que muitas vezes não sei se já disse ou escrevi o que já pensei, e tenho de verificar. Outras vezes penso que já o disse sem tê-lo feito.

Penso porque o pensamento corre sozinho para onde quer, não para onde eu quero. Penso porque é assim que funciono, porque quero antecipar-me à dor que às vezes a vida provoca, não sendo tão dolorosa quanto a dor que imaginei. Como se pudesse prever a força com que um estalo é dado e a dor que inflige, e sabendo, não doesse tanto.

Pedem-me, muitas vezes, para não pensar tanto mas como se é assim que sou e funciono? Como, se para mim é tão natural como beber água quando sinto sede? Também eu queria o sossego de não me preocupar, de não pensar, e deixar-me embalar nessa tranquilidade que é ter todas as certezas. Como quando somos crianças e não sabemos mais.

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