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Rir e Comer Bolachas

O drama #2

Perante o desgosto, o sofrimento atroz, e toda a parafernália de inseguranças adjacentes, o que faz uma mãe?

 

O meu lado galinha teve vontade de se atirar ao mister, perguntar por que raio o meu menino-mais-lindo-da-mãe-dele estava ser excluído sem dó nem piedade.

O meu lado rural tinha vontade era de lhe arrefinfar com uma murraça nas ventas, qu'elá-isto de ignorar a criança, hã? Vamos lá ver, vamos.

Ganhou o meu lado racional: expliquei que estas injustiças fazem parte da vida, tal como pessoas más (o que não quer dizer que seja o caso do treinador), tal como insucessos, más notas e coisas que tais. Há que aguentar. Tenho muito medo que o meu filho não aprenda a lidar com o insucesso porque tenho a sensação de que os miúdos hoje têm que ser perfeitinhos em tudo. E a verdade é que nem todos somos génios, excelentes alunos e/ou atletas. Há pessoas medianas, sem talento específico, pessoas comuns que não se distinguem particularmente e não há mal nenhum nisso - nem todos nasceram para serem génios. É comum dizer isto a meu respeito, por exemplo, e receber frases como "que parva! tu és inteligente" ou "que falta de amor próprio"... Está errado. Ter noção de quem sou não significa gostar menos de mim. De qualquer maneira, a minha cria não ligou nenhuma ao que eu disse. Tem tempo.

 

Outra coisa que não tem nada a ver mas vem a propósito das perfeições muito em voga nestes dias - Pessoas: parem de perguntar às criancinhas se tiveram boas notas! Perguntem antes se se esforçaram e trabalharam nas aulas, é muito mais justo.

 

Nota: Ainda não sosseguei o meu lado galinha! E se lhe ligar????

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