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Rir e Comer Bolachas

Mundo novo

É provável que já aqui tenha escrito que não consigo cheirar. Aconteceu há 11 anos atrás, durante a gravidez mas sem qualquer ligação com a mesma, e foi-me dito que, muito provavelmente, ficaria sem conseguir cheirar o resto da vida. Nem me lembro se fiquei chateada com isso, calculo que não pois não me lembro e os anos foram passando sem que ligasse muito a este sentido. Perguntavam-me muita vez se o paladar era igual e eu respondia que sim, era tudo igual, nem me lembrava que já tinha cheirado.

Muito de vez em quando (um vez por ano?) lá conseguia cheirar por uns segundos e corria até à máquina do café para snifá-la. Há quem beba café, eu ficava a cheirá-lo até já não conseguir mais... Mas parece que a coisa mudou! Desde há umas semanas que, diariamente, consigo cheirar durante uns largos minutos. E pareço (re)descobrir um novo mundo.

Quando sinto um cheiro que gosto não consigo parar de o perseguir, de tentar sorvê-lo mais e mais, acontece com o café, com o chá (antes nem gostava do cheiro sequer), de perfumes frescos, do gel de banho, enfim, sempre que há um cheirinho bom é ver-me maravilhada.

Sinto-me um cão de caça.

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